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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009, 19h:24
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CONJUNTURA ESTADUAL
Pagot conclama por candidatura própria
Líder republicano incita a agremiação lançar candidato para a sucessão do governador Blairo Maggi na eleição de 2010
SONIA FIORI
Da Reportagem
Um dos principais líderes republicanos do Estado, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot disse ontem, em tom enfático, que defende o lançamento de candidato próprio ao governo em 2010. A posição do republicano soa como recado ao partido e também aos líderes virtuais de chapa ao Palácio Paiaguás, caso do vice-governador Silval Barbosa (PMDB). Os nomes do empresário Mauro Mendes e do secretário extraordinário de Políticas Ambientais e Fundiárias, Adilton Sachetti, são para ele alternativas que poderão levar o partido ao sucesso no embate eleitoral. Pagot reconheceu o nome de Silval como um dos melhores para pleitear o comando do Estado no próximo embate eleitoral. No entanto, destaca que o Partido da República tem condições e nomes para lançar chapa majoritária. Para ele, o PR está cometendo falhas no processo de condução dos trabalhos. O alerta de Luiz Antônio faz menção às ações que vem sendo verificadas entre Silval e o deputado federal Wellington Fagundes (PR). Fagundes e Barbosa receberam autorização do governador Blairo Maggi para alinhavar entendimentos, entre o PR e o PMDB, para confirmar Silval como candidato ao governo e o parlamentar na disputa ao Senado. No entanto, as articulações políticas para Pagot estão ocorrendo na ordem incorreta. Segundo ele, primeiro cabe ao Partido da República formatar um projeto próprio, além das chapas proporcionais para, na sequencia, debater alianças. Conhecido pelo estilo objetivo e determinado, Luiz Antônio Pagot chama novamente a atenção da sigla para a necessidade de confirmar um projeto para 2010 tendo um republicano na corrida ao Palácio Paiaguás. Temos até setembro para definir o projeto do partido e isso passa pela definição do candidato ao governo como também dos nomes que irão compor as chapas proporcionais. Depois, em outubro é que devemos dar início aos debates sobre alianças, frisou. Segundo ele, não estão sendo realizadas reuniões entre os partidos da base e sim encontros entre alguns líderes de legendas e de forma desordenada. Para ele, o tabuleiro das discussões, nesse sentido, poderá levar muitos partidos a percorrer um rumo inesperado sem conseguir firmar o sucesso das investidas. O diretor-geral do Dnit considera natural a construção, dentro dos partidos, de nomes para encabeçar chapa majoritária. No entanto, afirma que assim como o PR teve sucesso com o governador Blairo Maggi, também tem chances reais de garantir nova vitória com a consolidação de uma candidatura própria. Pagot por sua vez lembra que não irá recuar da decisão de não pleitear cargo eletivo em 2010. Não tem chance alguma de eu voltar atrás porque assumi compromissos no Dnit e preciso garantir a conclusão dos trabalhos, disse.