O sucesso já dado como certo nas negociações da dívida pública do Estado promete se transformar em trunfo político para o governador Blairo Maggi (PR) e o Éder Moraes em eventuais candidaturas no futuro. Caso concluída a negociação, o impacto no fôlego de investimentos do Estado se destacaria como legado aos próximos gestores. O presidente da MT Fomento não esconde a empolgação com os dividendos políticos obtidos na condução das negociações. "Isso ficará no currículo como alguém que ajudou decisivamente e teve competência para traduzir as idéias do chefe de Estado no papel", sintetiza Moraes, ao mencionar que o Blairo Maggi teria se manifestado surpreso com a velocidade no avanço das negociações junto a investidores e governo federal. Moraes chegou a cogitar projeto de candidatura à prefeitura de Cuiabá no próximo ano, mas a pretensão foi abolida em meio a articulações internas do PR, que hoje apóia oficialmente o nome do deputado estadual Sérgio Ricardo à disputa. Hoje, ele se denomina um colaborador virtual do PR, sem a filiação efetiva ao partido. Moraes explica que não está inserido oficialmente em nenhuma legenda hoje por questões éticas. "Decidi isso para que não restasse qualquer dúvida quanto à conduta técnica ou de que o governo de Mato Grosso estivesse movido por interesses políticos para beneficiar este ou aquele nas negociações". Quanto a Maggi, o membro do staff procura destacar o caráter inovador da proposta de cessão da dívida pública à iniciativa privada. "Essa idéia deveria ser patenteada pelo governador. Ele citou isso em uma reunião com técnicos da STN e isso já está promovendo uma verdadeira revolução", opina. O projeto tem despertado o interesse de Estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O presidente da MT Fomento avalia que o fim do estrangulamento da receita causado pelo atual sistema de pagamento trará benefícios ao Estado que o alçará a destaque nacional. "Essa será a maior solução de desenvolvimento deste país. Mato Grosso está desenhando um novo cenário de um modelo sério para o Brasil", declara Moraes. (JS)