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Primeira Página
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010, 11h:52

Ministra não fala de embate entre petistas

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A ministra Dilma Rousselff (PT), pré-candidata à Presidência da Republica na eleição deste ano, em visita a Cuiabá, preferiu não falar publicamente sobre o embate político vivido entre os petistas de Mato Grosso, deputado federal Carlos Abicalil e senadora Serys Slhessarenko. Abicalil quer ser candidato ao Senado, enquanto a senadora busca a reeleição. O problema é o que partido não tem espaço para dois candidatos ao Senado devido às atuais conjunturas políticas. A ministra afirmou que não tem procuração para comentar sobre a situação porque não faz parte da direção do partido, embora afirme não existir anormalidade nessa discussão. “Vários estados vivem dilema parecido, mas o PT é um partido democrático e isso deve ser decidido de forma democrática”, disse a ministra. A ministra, Serys e Abicalil vieram juntos de Brasília, no mesmo voo. Os dois parlamentares de Mato Grosso acompanharam toda a agenda da ministra em Cuiabá e Várzea Grande. Em público aparentam harmonia, mas nos bastidores as informações são de que cada um busca a viabilização do seu projeto, num clima que promete só esquentar daqui para frente. Serys já afirmou que se não for candidata à reeleição não disputa nenhum cargo eletivo este ano. Mas ela acredita que, pela forte atuação parlamentar que teve nos oito anos de mandato, não será colocada de lado dentro do partido. Para a senadora, duas candidaturas para o Senado pelo PT só seriam viáveis se a sigla tivesse candidatura própria ao governo do Estado. Contudo, ela considera essa possibilidade remota, já que o partido sinaliza que continuará na base do governo, na aliança que tem como candidato o vice-governador Silval Barbosa (PMDB). Se o deputado federal for candidato ao Senado, os mais favorecidos serão os integrantes de seu grupo. O deputado estadual licenciado Ságuas Moraes, que atualmente comanda a Secretaria de Educação, seria candidato a deputado federal e deixaria a disputa para deputado estadual para Alexandre César. No último pleito, Alexandre só conseguiu se eleger ficando com a primeira suplência. Se não houver definição entre os dois, o partido pode realizar uma eleição interna para escolher quem será o candidato ao Senado da legenda, situação que pode favorecer Abicalil, já que no ano passado ele foi eleito, pelo Processo de Eleições Diretas (PED) do partido, o presidente estadual da legenda.

Edição EDIÇÃO 16958




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