Primeira Página
Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011, 22h:01
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VOTAÇÃO NO SENADO
Jayme e Taques contra mínimo de R$ 545
O senador democrata votou contra o aumento proposto pela presidenta Dilma Rousseff, enquanto Taques alegou inconstitucionalidade em um artigo
NOELMA OLIVEIRA
Da Reportagem
O senador Pedro Taques (PDT) se reportou à Constituição Federal para votar contra o aumento do salário mínimo de R$ 545 proposto pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Não posso ser oposição, nem situação. Neste momento, só posso ser Constituição, argumentou o senador mato-grossense que, mesmo sendo da base governista, se posicionou contrário à iniciava do governo. O senador Jayme Campos (DEM) votou contra os R$ 545. Ele defendeu um mínimo de R$ 560. O senador Blairo Maggi (PR) votou com o governo e contra todos os destaques apresentados pelos partidos de oposição. O pedetista usou a tribuna para apresentar a sua posição. Em nenhum momento Taques abordou o valor do salário. Já o senador Jayme Campos, de partido de oposição ao governo, votou contra a proposta do governo. Jayme seguiu a orientação do Democratas. O partido fechou questão para que votemos o salário mínimo de R$ 560,00. Mas entendo que há condições no país de se pagar ao trabalhador R$ 580,00. Segundo Jayme, até esse valor não tem problema. Sejamos responsáveis ao reconhecer que um valor maior que este provoca graves prejuízos ao ajuste fiscal do País, disse anteriormente Jayme. O salário mínimo foi aprovado na Câmara Federal há duas semanas, após acaloradas discussões entre oposição e situação. No Senado, os debates começaram no início da tarde e se estenderam até às 23h. Foram mais de oito horas de discussões. Taques alegou ser inconstitucional o artigo 3º da proposta do governo. Ele explicou que o projeto atribuiu à Presidência da República o poder de fixar o salário mínimo, enquanto a prerrogativa é do Legislativo. Taques relatou que ouviu comentários de que poderiam ter inviabilizadas emendas individuais ou até mesmo indicações em cargos, porém disse que preferia seguir a Constituição. Taques disse contar com a compreensão do líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz (RO). Já o senador Jayme Campos disse que o salário de R$ 545 é pouco. Ele abriu mão do discurso por conta do adiantado da hora. Porém, mostrou insatisfação com o aumento do governo Dilma Rousseff. O Democratas apresentou a proposta de R$ 560, que foi rejeitada em plenário, assim como a emenda do PSDB que defendeu um salário mínimo de R$ 600. O novo salário mínimo passa a valer a partir do próximo mês. Na Câmara Federal, apenas o deputado federal Júlio Campos (DEM) votou contra o mínimo de R$ 545. A bancada de Mato Grosso na Câmara é composta por oito parlamentares. Sete compareceram à votação em plenário. Seis votaram de acordo com a base do governo, enquanto o deputado federal Wellington Fagundes (PR) se ausentou por motivo de saúde. Fagundes está afastado da Câmara Federal e se recupera de uma cirurgia bucomaxilar.