Primeira Página
Terça-feira, 30 de Março de 2010, 22h:31
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Equipe eclética de governo
Clóves Vetoratto, amigo e colaborador liderou o processo de transição do governo de Rogério Salles para Blairo Maggi e durante dois meses manteve intensa rotina de trabalho que entrava pela noite. Quando voltava para casa, em Cuiabá, ao invés de descansar Vetoratto contava com detalhe ao seu hospede e governador eleito em que pé estavam as áreas da administração passadas a limpo naquele dia. Alguns dias antes da posse a equipe de governo estava montada, mas era guardada a sete chaves apesar da insistência dos jornalistas pelos nomes. Finalmente, numa coletiva Maggi a revelou. A espinha dorsal do governo estaria a cargo de assessores escolhidos fora da esfera política. Tratava-se do grupo que ganhou o apelido de gente da República de Rondonópolis. A primeira-dama Terezinha Maggi assumiu a Ação Social, Waldir Teis (Fazenda), Luiz Antônio Pagot (Infraestrutura), Vetoratto (Projetos Estratégicos), Marcos Machado (Administração) e Moisés Sachetti (Detran). Juntamente com esse grupo o médico e primeiro reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) assumiu a Educação e a médica e professora Luzia Leão, a Saúde. Na composição do governo Maggi também levou em conta o aspecto político. Os três companheiros de primeira hora no PPS, que praticamente o empurraram à candidatura participaram do governo. O deputado estadual Carlos Brito assumiu a Casa Civil. A vaga de Brito na Assembleia foi ocupada pela suplente Ana Carla Muniz, mulher do então prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz; mais tarde Ana Carla seria secretária de Educação. O ex-deputado estadual Jair Mariano foi para a presidência do Instituto de Terras (Intermat). Também do PPS, Yênes Magalhães com as bênçãos do então prefeito da Capital e seu correligionário Roberto França foi designado secretário de Planejamento; França é marido de Iraci França, que se elegeu vice-governadora de chapa de Maggi. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública ficou a cargo do promotor Célio Wilson e a Comunicação com o publicitário Geraldo Gonçalves. O veterinário Décio Coutinho foi designado presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). O procurador João Virgílio Sobrinho foi para a Procuradoria-Geral do Estado e permaneceu na função até fevereiro do ano passado, quando deixou o cargo para cuidar da saúde de um filho; o procurador Dorgival Veras de Carvalho substituiu Virgílio. A professora Flávia Nogueira foi empossada na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior. Os partidos que integraram a coligação que elegeu Maggi tiveram espaço em todos os escalões do governo. O ex-deputado estadual Moacir Pires (PFL) assumiu a Fundação do Meio Ambiente (Fema) e Aréssio Paquer (PFL) a Empaer; o irmão do então prefeito de Várzea Grande e agora senador democrata Jayme Campos, Dito Paulo, foi nomeado secretário de Cultura; e o irmão do deputado federal pepista Pedro Henry, Ricardo Henry, assumiu o Turismo. Em 2004, Dito Paulo e Ricardo deixaram o governo, disputaram e conquistaram as prefeitura de Jangada e Cáceres, respectivamente. Maggi contemplou entidades representativas em seu governo. Homero Pereira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) assumiu o Desenvolvimento Rural; o adjunto de Homero para a Agricultura Familiar foi Jilson Francisco, dirigente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri). Alexandre Furlan, representando a Federação das Indústrias (Fiemt), foi nomeado secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). Está foi a base da administração de Maggi em seu começo de mandato. (EG)