Primeira Página
Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 21h:22
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BANCADA
Despesas com viagem crescem 29%
HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
Os deputados federais por Mato Grosso usaram R$ 33,2 mil da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar com gastos com passagens aéreas, em maio. Em abril, os gastos da bancada mato-grossense foram de R$ 25,6 mil, o que dá um aumento de 29,6% entre um mês e outro. O deputado federal Valtenir Pereira (PSB) foi o principal responsável pelo aumento deste valor. Ele gastou, sozinho, R$ 18,2 mil com passagem e fretamento de aeronaves. Com bilhetes aéreos, a despesa do parlamentar foi de 1,6 mil, enquanto em fretamento de aeronaves para viajar em Mato Grosso ele usou R$ 16,8 mil. Uma das assessoras do deputado, Rubia Moraes, também viajou com passagem aérea da Câmara, mas a assessoria de imprensa de Valtenir não informou se a viagem foi informada à mesa diretora, conforme é exigido pelo estatuto da Casa. Júlio Campos foi o segundo parlamentar com mais gastos com viagens. Em um contrato com uma empresa de táxi aéreo de Cuiabá, ele alugou um avião pelo valor de R$ 7,6 mil para percorrer os trechos Cuiabá/Alto Garças/Primavera do Leste/Cuiabá. O petista Ságuas Moraes usou R$ 5 mil para alugar um avião e ir até Juína, cidade em que foi prefeito, e voltar para a capital mato-grossense no mesmo dia. Com bilhete aéreo, o parlamentar gastou também R$ 659. Neri Geller (PP), que em fevereiro usou R$ 19,9 mil para custear um bilhete aéreo, desta vez economizou e gastou pouco mais de R$ 1 mil para viagens, seguido pelo peemedebista Carlos Bezerra, que empregou R$ 318 com passagens. Os deputados Homero Pereira e Wellington Fagundes, ambos do PR, e Roberto Dorner, do PP, não tiveram gastos com passagens. No mês de abril, todos os parlamentares mato-grossenses se utilizaram da verba para viajar. Em 2009 a Câmara dos Deputados viveu uma crise institucional denominada de farra das passagens, devido ao alto número de gastos dos parlamentares com viagens, inclusive para o exterior, com custo ao Parlamento. O presidente da Casa na época, Michel Temer (PMDB), anunciou medidas para conter a farra. A principal delas era de que parentes não poderiam mais voar na conta do Congresso. Os parlamentares também foram proibidos de comprar bilhetes para viagens internacionais. Assessores até podem usar a cota da passagem, mas desde que estejam a serviço do deputado e sejam autorizados por escrito.