Após tomar conhecimento da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que o tornou inelegível por três anos, o deputado federal Pedro Henry (PP) lançou sobre o ex-procurador da República Pedro Taques (PDT) culpa por suposta interferência no processo. Henry, que trava uma batalha judicial contra Taques, afirmou que a perseguição para impedir a sua candidatura não se limita aos adversários políticos de Cáceres. Para ele, Taques teria motivos para tentar minar seu caminho. Henry ressaltou as ações interpostas por ele no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o ex-procurador da República por suposta influência na Justiça Federal, em comum acordo com o juiz federal Julier Sebastião da Silva, que teria o intuito de atingir a imagem de políticos mato-grossenses. A suposta tática visaria favorecer a candidatura a senador de Taques. O procurador da República Mário Lúcio Avelar também é citado no processo impetrado por Henry. A ação conta com assinatura de políticos renomados do Estado. Em relação à decisão do Pleno, o parlamentar assegura ter provas de que o candidato ao Senado pelo PDT teria garantido que o progressista perderia o embate jurídico. Quero saber como ele teve acesso a essa informação privilegiada, questiona Pedro Henry. Segundo a assessoria do deputado, ele já ingressou com interpelação na Corte Eleitoral sobre o assunto. Ele assegura ainda que irá recorrer da decisão do Pleno do TRE. Não vão me calar. Dei uma entrevista em Cáceres para tratar de assuntos de interesse da cidade, sou médico e deputado e é minha obrigação fazê-lo. Em nenhum momento pedi votos ou sequer citei o nome de qualquer candidato. O dia em que um deputado federal não puder mais falar à imprensa, acabou a liberdade de expressão, enfatizou. O parlamentar destacou ainda que está tranquilo em relação à decisão da Corte Eleitoral e que sua campanha prosseguirá sem prejuízos. (SF)