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Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 20h:28
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PROPAGANDA EXTEMPORÂNEA
Candidatos travam disputa judicial
TRE já recebeu 27 representações. Os três principais candidatos majoritários são alvo de ações eleitorais
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) já recebeu 27 representações contra candidatos na eleição 2010. Três postulantes ao governo Silval Barbosa (PMDB), Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PSB) são alvo de denúncias de propaganda extemporânea. Os números mostram que o TRE se tornou um front de guerra entre os partidos e coligações. A maioria das representações, no entanto, não foi julgada pela Justiça Eleitoral mato-grossense. Silval e Wilson foram representados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Já o empresário Mauro Mendes foi acionado pelo PSDB. Ele teria realizado propaganda irregular em razão da distribuição de cartas às residências dos alunos do sistema Fiemt e Senai/MT. Em outra representação, Silval e o presidente de seu partido, deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), são acionados. Os excessos constatados, proibidos pela legislação eleitoral, segundo o MPE, caracterizariam propaganda extemporânea. Nesta semana, ambos foram multados pelo TRE por prática de propaganda partidária irregular e de propaganda eleitoral extemporânea veiculada em setembro de 2009. A coligação Mato Grosso para Todos, formada por partidos nanicos que apoiam Silval Barbosa, ingressou com uma segunda representação contra o candidato Mauro Mendes, seu partido (PSB), e o PDT por propaganda extemporânea supostamente praticada em folderes. A mesma chapa alega irregularidades na propaganda do candidato ao Senado da coligação, o ex-procurador da República Pedro Taques (PDT). O partido do candidato Wilson Santos e sua coligação, até o momento, são os campeões em número de representações. O PSDB ingressou com representação contra um site de notícias da Capital por propaganda eleitoral irregular e uso indevido de meio de comunicação social e contra um jornal do interior por suposta propaganda extemporânea na divulgação dos trabalhos dos parlamentares do PMDB e para propagandear a então pré-candidatura do governador Silval Barbosa (PMDB). A coligação Senador Jonas Pinheiro, encabeçada por Wilson, contestou também o material de campanha do deputado Sérgio Ricardo (PR) que pede votos aos candidatos ao governo e Senado, Silval Barbosa e Blairo Maggi (PR), respectivamente. Conforme alegam os aliados do tucano, não há menção ao partido ou coligação na placa onde aparece o texto: Sérgio Ricardo, Blairo Maggi, Silval Vote nos três. A chapa também representou contra uma gráfica de nome fantasia JB, pedindo busca e apreensão na sede da empresa. A tendência é de que os tucanos usem a mesma estratégia adotada pelo partido em nível nacional. A legenda tem acompanhado à risca os passos do presidente Lula (PT), que está impedido de fazer campanha para a candidata Dilma (PT) no exercício do mandato.