O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) preferiu não comentar o pedido de licença apresentado pelo vereador Lutero Ponce (PMDB), que ocupava o cargo de presidente do Diretório Municipal do partido em Cuiabá. O pedido foi apresentado há cerca de duas semanas, depois que Lutero e outras pessoas foram indiciados pela Delegacia Fazendária, acusados de desviar mais de R$ 7 milhões dos cofres da Câmara Municipal da Capital, quando o peemedebista presidiu o Legislativo. Prefiro não comentar. Isso são coisas do diretório municipal e não do estadual, limitou-se Bezerra, passando a bola para o presidente interino do PMDB de Cuiabá, Clóvis Cardoso. Segundo Clóvis Cardoso, o partido está sendo solidário com Lutero Ponce e acatou o pedido de licença apresentado pelo vereador, que não tem prazo estipulado. No entanto, em outubro, o partido passará por eleições. Ele ficou a vontade e tomou a decisão de pedir licença por si mesmo, declarou Cardoso, negando qualquer tipo de pressão por parte da Executiva ou de correligionários. Numa sociedade democrática, ele terá direito de se defender e é a Justiça que vai dar a palavra final nisso tudo, completou o peemedebista. Mesmo assim, Clóvis confessou que licença de Lutero irá contribuir tanto quanto para a sua carreira pessoa, quanto para o partido. Ele (Lutero) entendeu que politicamente a licença é melhor para ele e para o partido. Mas, isso veio dele, reforçou o presidente interino. (AA)