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Primeira Página
Segunda-feira, 12 de Março de 2007, 20h:51

SÓ PROMESSAS

Após 5 meses, nada de obras na BR-163

Marcada para outubro, a recuperação da rodovia está parada e alegam chuvas, que só ocorre com freqüência no Estado a partir de janeiro

MARCIA RAQUEL
Da Reportagem
Mais de 10 placas anunciam que a BR-163, no trecho que liga o Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, ao município de Jangada, estão em obras. Conforme apregoado em 26 de outubro de 2006 pelo ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos, as obras iniciariam em 30 de outubro daquele ano. Mais de quatro meses depois, o Diário percorreu o referido trecho e constatou que apenas na quinta-feira, 8 de março de 2007, uma das empresas iniciou a limpeza em um trecho de aproximadamente 1,5 km. As obras compreendem a restauração e melhorias que incluem, por exemplo, faixa para uma terceira via. O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Trânsito (DNIT) assegura que as obras estão sendo realizadas dentro do cronograma previsto respeitando o período chuvoso. De acordo com o termo de execução assinado em 26 de outubro, a obra compreende 66 quilômetros e será realizada por duas empresas por um valor total de R$ 43,4 milhões. O contrato estabelece o prazo de dois anos para a restauração e obras de melhoramento na BR, como construção da terceira faixa e abrigo de ônibus, além das questões relacionadas à travessia urbana de Jangada. O primeiro trecho, que vai de Várzea Grande até o km 446, num total de 32 quilômetros, será executado pela empresa Tamasa Engenharia S/A. Os recursos destinados para este trecho são da ordem de R$ 19,4 milhões. Já a segunda parte, que vai do km 466 até Jangada, totalizando 34 quilômetros, será feito pela empresa Agrimat Engenharia, Indústria e Comércio S/A. Para este lote, que compreende a travessia urbana de Jangada, serão destinados R$ 24 milhões. Na sexta-feira, 9 de março, o Diário percorreu a BR-163 e constatou apenas tapa-buracos, comuns neste período de chuvas. Em um único trecho, cujas obras estão sob a responsabilidade da empresa Agrimat, havia uma equipe trabalhando. De acordo com um engenheiro da Agrimat, que preferiu não se identificar, as obras estão iniciando agora com a instalação da usina de asfalto e com a limpeza do local. O engenheiro argumentou que os trabalhos não começaram antes por conta do período chuvoso. No entanto, ele nega qualquer atraso. “Temos 720 dias para concluir. Não estamos atrasados, estamos dentro do cronograma”, frisou. Da mesma forma o superintendente da empresa Tamasa S.A., responsável pela referida obra, Robson Eustáquio Moreira Silva, afirmou que o período das chuvas atrapalhou o início das obras. “Todas as duas empresas estão instalando o canteiro de obras agora. Temos que esperar firmar o tempo”, disse. “Você vai começar a notar a movimentação agora, a partir da segunda quinzena de março. Só não avançaram (as obras) ainda por conta do período chuvoso”, disse. Às vésperas de completar cinco meses da prometida recuperação, a alegação do órgão público responsável foi de chuvas. Mas geralmente em Mato Grosso não chove ininterruptamente durante todo este período.

Edição edição 16957




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