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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007, 20h:55

Amigos atribuem prisão a perseguição política

A chegada de Nilson Leitão ao aeroporto Marechal Rondon rumo a Brasília mobilizou não só a imprensa local, mas também amigos do prefeito de Sinop que marcavam presença no local. Entre as conversas paralelas em meio à espera, alguns chegavam a sustentar no discurso que a prisão simboliza um ato de perseguição política ao PSDB. “Isso é coisa da ditadura que é o governo do PT”, bradava um dos presentes. Contudo, a lista dos 43 mandados de prisão expedidos pela ministra Eliana Calmon aponta para uma gama de partidos políticos distintos entre os acusados. Entre os presos estão o prefeito do município de Camaçari (BA), Luiz Caetano, do PT, o ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares, do PSB, o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), e o assessor especial do Ministério de Minas e Energia, Ivo Almeida Costa, que foi afastado do cargo ontem pelo ministro Silas Rondeau. Também foram presos ontem João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves Filho (DEM), o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães, e o superintendente nacional de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal, Flávio José Pin. O último teria orientado a quadrilha a arrebanhar R$ 10 milhões em uma licitação fraudulenta junto ao Ministério das Cidades. A Polícia Federal também pediu a prisão do atual governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), negado pela ministra Eliana Calmon. Ela alega que não há elementos contundentes que sinalizem a ligação de Lago com os fraudadores. De acordo com informações da PF em Brasília, os integrantes da quadrilha mantinham a “colaboração” de políticos e funcionários públicos com propinas diversas, como carros de luxo. (JS)

Edição edição 16957




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