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Cuiabá MT, Terça-feira, 24 de Maio de 2022
POLÍTICA
Quarta-feira, 11 de Maio de 2022, 07h:40

EM PRÉ-CAMPANHA

Presidente Bolsonaro demite o ministro das Minas e Energia

Ele omite que o Governo é o acionista controlador — ou seja, o lucro da empresa garante verba para o caixa

DO UOL - São Paulo
Agência Brasil
Bento Albuquerque foi demitido por Bolsonaro do Ministério das Minas e Energia, em maio a aumento nos preços do diesel

O presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o comando do Ministério de Minas e Energia.

Bento Albuquerque foi exonerado, a pedido, segundo consta na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União).

Adolfo Sachsida, que atuava no Ministério da Economia, foi nomeado para ser titular da pasta.

A mudança ocorreu após recentes críticas de Bolsonaro à política de preços da Petrobras, estatal ligada à pasta.

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Na segunda-feira (10), a empresa anunciou um reajuste de 8,87% no preço do diesel nas suas refinarias.

Na última quinta-feira (5), o presidente fez apelos diretos ao presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, e a Albuquerque, para que não houvesse novos aumentos nos preços dos combustíveis.

Na ocasião, ele fez um pedido veemente à estatal para reduzir seu lucro, que considerou "absurdo" e "um estupro".

"A gente apela para a Petrobras, não reajustem o preço dos combustíveis. Vocês estão tendo um lucro absurdo", disse o presidente, na tradicional transmissão ao vivo por redes sociais às quintas-feiras.

"Ela [Petrobras] deve ter a função social. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo", afirmou, enfatizando que não interfere na empresa e isentando-se da responsabilidade pela situação.

"Se continuar tendo lucro dessa forma, aumentando o preço do combustível, vai quebrar o país... Se tiver mais um aumento de combustível, pode quebrar o Brasil. E o pessoal da Petrobras não entende ou não quer entender, ou só estão de olho no lucro", acrescentou.

Na live, no entanto, o mandatário omitiu que o Governo é o acionista controlador — ou seja, o lucro da empresa garante verba para o caixa do governo e financia políticas públicas.

Ao mesmo tempo em que Bolsonaro fazia seus apelos à Petrobras, a estatal divulgava um lucro líquido de R$ 44,56 bilhões no primeiro trimestre do ano. Em um comunicado, o presidente-executivo da estatal, afirmou que os resultados da petroleira geram "retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União".

O novo chefe do Ministério de Minas e Energia liderava a Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Economia. Antes, passou pela SPE (Secretaria de Política Econômica) e está com Bolsonaro desde a campanha eleitoral de 2018. Nas redes sociais, Sachsida agradeceu pela nomeação e disse esperar estar à altura do trabalho, que classificou como "o maior desafio profissional" da carreira.


1 COMENTÁRIO:







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Jose  11-05-2022 20:28:59
Esse presidente tenta de todas as formas terserisar os problemas da economia faz troca fala palavrão mas não tem atitude de líder

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