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POLÍTICA
Quinta-feira, 04 de Agosto de 2022, 09h:56

XADREZ ELEITORAL

Mauro reforça aliança com Bolsonaro, mas apoio ao Senado é incerto

Apesar da rejeição do presidente, governador defende projeto do palanque aberto, que prejudica Wellington

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Divulgação
Mauro Mendes ainda faz suspense sobre a polêmica do palanque aberto, na disputa pelo Senado, em MT

O governador Mauro Mendes (União) fez questão de reforçar o seu apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), em reunião de empresários, prefeitos e parlamentares com o presidente da República, na quarta-feira (3), no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Por outro lado, ele continua mantendo suspense quanto a questão da disputa por uma vaga no Senado. 

Às lideranças políticas presente no encontro, Mauro Mendes apenas reforçou que irá fazer campanha ativa pela reeleição do presidente. E ainda pediu para que os prefeitos presentes também "vestissem a camisa" em seus municípios. 

“Tive a honra de, há poucos dias [receber], a assinatura de 140 prefeitos apoiando a nossa candidatura. E vou pedir a cada um deles que estejamos juntos apoiando o presidente Jair Bolsonaro”, disse o governador. 

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A expectativa era de que, neste encontro, ele assegurasse o senador Wellington Fagundes (PL) em seu palanque como candidato único, mas isso não ocorreu. 

Nos bastidores, contudo, a conversa é de que o governador já tem a ciência de que Bolsonaro não aceita palanque aberto, no que se refere à disputa ao Senado.

Isso porque, a medida traria outros presidenciáveis para o palanque de Mauro Mendes em Mato Grosso, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Neste sentido, Wellington Fagundes, que irá disputar a reeleição e foi responsável por organizar a reunião com Bolsonaro, aproveitou a oportunidade para reforçar a importância de um palanque fechado, tanto para a eleição ao Senado, quanto para a corrida presidencial.

Apesar disso, o posicionamento de Mauro quanto ao assunto continua sendo uma incógnita, porque, apesar de assegurar apoio a Bolsonaro, ainda não garantiu que irá se aliar ao PL na disputa pelo Senado.

O assunto, inclusive, gerou diversas movimentações políticas nesta semana, tendo em vista o fim do prazo para realização de convenções partidárias.

Na terça-feira (0), o chefe do Executivo Estadual teria garantido que fecharia aliança com o PL, mas negou que já tenha definido pelo palanque fechado na eleição ao Senado.

Isso fez com que o PP e o PSD rompessem de vez com a base governista e se aliassem à federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB.

O grupo de esquerda, inclusive, deve lançar a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), como candidata ao Governo, para disputar a eleição contra Mauro Mendes. 

Por outro lado, o PSB e o MDB ainda cobram do governador o palanque aberto.

A sigla socialista, tem a médica Natasha Slhessarenko (PSB) como candidata a senadora, e o MDB tem o nome de Simone Tebet colocada para a Presidência da República. 

Ambos os partidos não descartaram a possibilidade de deixarem o arco de alianças do governador.

O PSB, inclusive, já abriu conversa com a esquerda, e também estuda lançar uma candidatura avulsa, caso Mauro Mendes crave aliança com Wellington Fagundes. 


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