O disque-denúncia da Polícia Militar recebe uma média de 25 ligações diárias, sendo 90% relacionadas ao tráfico de drogas com informações de traficantes que agem nos bairros afastados do centro e principalmente onde funcionam as bocas-de-fumo. O sistema funciona no Comando Geral da Polícia Militar. Ao lado dos telefonistas, há uma equipe de policiais que checa as informações. Em alguns casos, os PMs chegam ao local minutos após receberem a informação. Fazemos a checagem e damos a resposta imediatamente. Com isso, ganhamos em credibilidade. Como conseqüência, os trotes chegam praticamente a zero. No máximo, recebemos um trote diário, explicou um oficial que integra o sistema do disque-denúncia. O oficial destacou que as denúncias são repassadas com riqueza de detalhes, e que isso facilita o trabalho dos PMs, que fazem a checagem em seguida. O fato de não haver identificador de chamadas leva os militares a acreditarem que a credibilidade do sistema seja maior. Há duas semanas, a Polícia Militar desencadeou na capital a Operação Sucuri, com a finalidade de sufocar o tráfico de drogas em diversos bairros. Mais do que prender traficantes, apreender drogas e objetos roubados, o trabalho dos policiais serviu para massificar o número do disque-denúncia, considerado de suma importância para as próximas operações. Graças às ligações recebidas, a PM conseguiu, em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPE), cumprir 16 mandados de busca e apreensão na Operação Sucuri. Distribuir panfletos é o mesmo que convidar a população para ajudar na próxima operação. Com as informações anônimas, estamos chegando a todo tipo de criminosos, principalmente traficantes de drogas, explicou o comandante geral da PM coronel Antônio Campos Filho. (AR)