POLÍCIA
Terça-feira, 02 de Março de 2010, 21h:21
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TIJUCAL
Sobreviventes não fornecem detalhes
Dois sobreviventes da chacina do Tijucal, ocorrida na última sexta-feira à noite, não souberam fornecer as características físicas dos dois criminosos que invadiram uma casa da rua 108 e executaram a tiros três jovens. Segundo o delegado Antônio Carlos Garcia, os dois jovens disseram que tudo foi muito rápido e não se lembram dos autores da chacina. No atentado morreram Caio César Pereira Mendonça, de 20 anos, e Vitor Hugo Queiroz Pereira, de 15, que morava na casa - os dois, com tiros na cabeça. No Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG) morreu o jovem conhecido como Zé Pequeno. Uma das vítimas que sobreviveram alegou que estava no quarto e só viu um rapaz de camisa listrada. O outro disse que estava do lado de fora e se lembra apenas que dois rapazes invadiram a casa, informou o delegado. A expectativa era confeccionar o retrato-falado dos criminosos. O que chamou a atenção dos policiais é a arma utilizada - uma pistola 9mm, de uso restrito. Eles descartam o uso de uma arma roubada ou furtada. O atirador é muito bom mesmo. Acertou praticamente na cabeça das vítimas, principalmente do adolescente que era o alvo, observou um policial. Os policiais deverão ouvir, nos próximos dias, mais testemunhas do caso para tentar chegar aos autores. No entendimento do delegado, a chacina está relacionada a outros dois homicídios ocorridos anteriormente - a execução de Guilherme Domingos Júnior Pina, de 17 anos, no final de setembro, e de Luiz Carlos da Costa Júnior, de 23, no início do ano, em Chapada dos Guimarães. As investigações apontam Luiz Carlos como autor da morte de Guilherme. O assassinato de Luiz Carlos teria a participação de Vitor Hugo. Estamos checando as informações de que a chacina estaria ligada a Luiz Carlos, explicou um policial que participa das investigações. Os policiais descobriram que o alvo dos criminosos seria o adolescente Vitor Hugo, que foi executado com cinco tiros, sendo quatro na cabeça e um no ombro. Ele morreu tentando pular o muro dos fundos. Ao lado dele, os policiais apreenderam um revólver calibre 38. Caio César, por sua vez, foi executado com quatro tiros, sendo três na cabeça e um nas costas. Zé Pequeno foi executado com quatro tiros. Alan foi baleado no tórax e o outro ferido, atingido por um tiro nas costas. Os dois estão em observação no PSC, mas fora de perigo. O delegado Antônio Carlos Garcia, de plantão na DHPP, chegou a conversar com os dois, mas não forneceu detalhes. (AR)