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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2004, 21h:24

INVESTIGAÇÃO

Sargento PM é suspeito em Alta Floresta

Ele também é acusado de participar da morte de advogado

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O sargento aposentado da PM Nilson Batista Ferreira, de 43 anos, está sendo investigado no assassinato da advogada Irene Bricatti Paz, executada a tiros de pistola no dia 13 de abril deste ano, em Alta Floresta (município localizado a 600 quilômetros de Cuiabá). O delegado Carlos Cunha, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), informou que a fotografia de Nilson será enviada para a cidade a fim de que testemunhas façam o reconhecimento. "Quem matou a advogada tem uma característica física de índio. As dúvidas serão tiradas através de fotografias", informou o delegado, que chefia as investigações. Caso dê positivo, o delegado vai indiciar o sargento PM como autor. Conforme as investigações, existem fortes suspeitas sobre quem seria o mandante, mas faltava algum indício sobre os pistoleiros. Como Nilson não constava na lista dos suspeitos, seu nome só foi citado recentemente. "Podemos dizer que o mandante seria o ‘Arcanjo do Nortão’. Todo mundo sabe que é ele, mas ainda não temos provas", disse um policial que participa das investigações. Ele se refere ao bicheiro João Arcanjo Ribeiro, preso no Uruguai e denunciado como mandante de assassinatos cujas provas foram conseguidas nos últimos anos. As suspeitas contra o sargento PM vieram à tona após ter sido positivo o resultado de balística de um dos revólveres apreendidos com Nilson. O resultado comprovou que a arma foi usada para matar o advogado Anderson Eustáquio Costa. Nilson está preso desde setembro, quando policiais da Delegacia Municipal de Várzea Grande apreenderam três revólveres em sua casa. “Uma denúncia dava conta que havia mais armas lá, inclusive uma pistola, uma escopeta e um fuzil, mas essas armas não foram encontradas", disse um policial. Irene foi executada ao sair do escritório no centro da cidade. Ela levou oito tiros de um pistoleiro que a aguardava do lado de fora. Além do pistoleiro que a matou, participou da emboscada um outro homem que atingiu com um tiro o marido da advogada, Suetônio Paz. Até agora ninguém foi preso pelo crime. A advogada e o marido se preparavam para sair para o almoço. Irene saiu primeiro enquanto Suetônio ficou atendendo um cliente. Antes de chegar na caminhonete, ela foi atingida pelos disparos. Ao ouvir os tiros Suetônio saiu, ocasião em que o segundo pistoleiro que estava escondido atrás de uma banca de revista desferiu-lhe um tiro no braço esquerdo. Uma das advogadas pioneiras da cidade, Irene era tida como um referencial para a classe.

Edição EDIÇÃO 16958




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