POLÍCIA
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 21h:58
A
A
ARRUACEIROS
MP quer apuração de agressões
CARLA PIMENTEL
Da Reportagem
O promotor de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza enviou ontem ao secretário de Segurança Pública, Benedito Xavier Corbelino, requisição pedindo instauração de inquérito policial para investigar a agressão contra Sumaya Sayed, de 68 anos que foi arrastada pelos cabelos por um jovem conhecido como Binho em frente ao portão de sua casa, nas proximidades da Cachaçaria Água Doce. Lembrando que o pai do agressor pode ser um juiz ou empresário de Cuiabá, destacou no documento a necessidade de averiguação do caso, seja ele filho de quem quer que seja. A requisição observa que o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar deixou de registrar dados importantes de autoria de tal indivíduo, tais como placas de veículos e nomes de pessoas. O episódio aconteceu na madrugada do último sábado (10), quando um grupo de jovens interromperam o sono dos moradores da rua Marechal Deodoro, com intenso barulho de motocicletas. O ruído acordou um bebê de quatro meses e a mãe da criança, Amira Sayed, abriu a janela e pediu que o grupo parasse. Foi quando um dos motoqueiros, identificado como Leandro, esmurrou a janela, quebrando o vidro cujos estilhaços quase atingiram o bebê. Outro membro do grupo, dizendo-se filho de juiz, começou então a chutar o portão da casa, levando a dona da casa, Sumaya Sayed, a jogar um balde de água sobre o jovem. Ele então arrombou o portão e puxou a senhora pelos cabelos por aproximadamente dez metros, agredindo também suas filhas, que tentavam defendê-la. Binho estava em uma moto placas JZJ-8328. Um homem, identificando-se como Ricardo Santos, amigo do agressor, deu à família um telefone para que entrasse em contato para ser ressarcida de danos materiais, mas o número inexistia. Vários desses detalhes foram apontados pelo ofício do promotor de Justiça Adriano Streicher, que anexou ao documento uma série de reportagens veiculadas na imprensa local.