POLÍCIA
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009, 21h:26
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EXECUÇÕES
Morre suspeito de assassinar desafeto no bairro Pedra 90
O jovem Thiago Ferreira de Andrade, de 24 anos, morreu no Pronto-socorro de Cuiabá (PSC), após ficar três dias internado em estado grave. Na quinta-feira à noite, ele foi atingido por seis tiros no momento em que estava em frente de sua casa, no bairro Pedra 90. Testemunhas disseram que quatro homens em duas motos se aproximaram, um deles atirou seis vezes acertando todas. Depois, fugiram em alta velocidade. O assassinato de Thiago deixou a polícia diante de um verdadeiro extermínio de jovens procurados pela Justiça, justamente pelo crime de homicídio. De janeiro até agora, foram três execuções. Thiago estava sendo procurado exatamente pela participação num assassinato ocorrido no dia 12 de junho deste ano, também no Pedra 90. Na ocasião, ele executou Saulo Rosa Silva, o Nico Carniça, de 18 anos, com cinco tiros de revólver. O alvo dele, no entanto, era outra pessoa. A idéia dele era executar um jovem identificado como Robertinho, com o qual disputa o comando do tráfico de drogas na região. De acordo com policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Robertinho conseguiu escapar fugindo pelos fundos. Na confusão, acabou executando Saulo, que morreu ao tentar fugir. Ele caiu num banheiro de uma lanchonete do bairro. Desde então, os policiais tentavam localizar Thiago. E com certeza, ele (Robertinho) também, e achou primeiro. Não perdeu tempo, pois sabia que a vítima (Thiago) estava na casa dele. Tanto que chegaram em quatro, em duas motos, para evitar que Thiago corresse, explicou um policial que participa das investigações. Os policiais acreditavam que Saulo era, na verdade, o alvo de Thiago, uma vez que o jovem executado em junho também tinha antecedente. O assassinato seria um acerto de contas envolvendo outro homicídio. Em janeiro, Saulo teria participado do assassinato de Max Vanderson Tapa, de 23 anos, ocorrido num bar do bairro São Gonçalo, em Cuiabá. Na ocasião, um morreu e três ficaram feridos. Ele (Saulo) estava com a prisão preventiva decretada justamente pela participação nesse crime. A polícia já estava à procura dele, explicou um policial plantonista. Desde quinta-feira, ao saber que Thiago estava internado no PSC, o delegado Antônio Esperândio só o esperava receber alta médica para interrogá-lo e indiciá-lo no assassinato de Saulo. (AR)