POLÍCIA
Quarta-feira, 11 de Julho de 2007, 19h:55
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A
CRISE DE CIÚMES
Menor foi morto por ex-presidiário
Adolescente foi executado por ex-detento enciumado, que não aceitou saber que menor tinha caso com sua ex; mulher também participou do crime
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia descobriu que o adolescente Wesley de Oliveira Santos, de 17 anos, foi executado a tiros por um ex-presidiário que estava com ciúmes dele com a ex-namorada, que mantinha um caso com o garoto. A ex-namorada, uma mulher de 20 anos, confessou ter participado do crime e enterrado o cadáver numa chácara da região do Pedra 90. Desde ontem à tarde, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), chefiados pela delegada Anaíde Barros, estavam à procura do cadáver, mas até às 19 horas não o tinham localizado. O garoto está sumido desde o dia 19 de maio, após sair do supermercado onde trabalhava como empacotador há cerca de três meses, no Pedra 90. Ele teria ido até o local receber do proprietário R$ 300 de gratificação, porque conseguiu localizar o endereço de uma pessoa. Desde então, não se teve mais pistas do garoto. Ontem à tarde, a namorada do adolescente esteve na Delegacia e, em princípio, negou o crime, mas no depoimento ao delegado Márcio Pieroni ela começou a cair em contradição e acabou confessando que participou da execução. A delegada pediu a prisão preventiva da garota. Desde o início, já desconfiávamos que se tratava de um crime passional. Não tinha outra alternativa. Então, o alvo das investigações foi a garota, explicou o delegado Márcio Pieroni, titular da DHPP. A garota acabou confessando na frente dos pais e de vários policiais. Ela relatou que o adolescente foi executado a pedido dela, mas negou saber onde o corpo foi enterrado. Segundo o delegado, tanto a garota como o ex-namorado dela serão indiciados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O pai do adolescente Valdson dos Santos Pinho, também esteve na Delegacia. Ele disse que até então não tinha pistas do filho. A desconfiança era geral, explicou. Até então, a desconfiança do pai recaía sobre alguém ligado ao local em que o rapaz trabalhava. Os funcionários foram ouvidos e disseram não ter visto o adolescente sair do estabelecimento comercial. Há cerca de 30 dias, o caso veio transferido da Delegacia do Complexo do Coxipó para o setor de desaparecidos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em princípio, os policiais investigavam o fato do adolescente ter amizade com alguns garotos que furtavam pequenos produtos do supermercado. Mas o delegado Pieroni, de pronto, descartou essa hipótese e começou a trabalhar com a probabilidade de crime passional. Segundo ele, os depoimentos da garota era contraditórios. Sem falar que ela ficou 15 dias na casa dos pais do garoto. Estava com medo de ser executada pelo ex-namorado.