POLÍCIA
Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006, 19h:33
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DECISÃO JUDICIAL
Meia tonelada de droga é incinerada
A Polícia Federal incinerou ontem cerca de meia tonelada de drogas apreendidas nos últimos três anos em todo o Estado. Foram 354 quilos de cocaína, 179 quilos de maconha, além de 424 comprimidos de ecstasy e 46 frascos de lança-perfume. Os agentes federais queimaram todas essas substâncias ontem de manhã no forno da empresa Clarion, localizada no Distrito Industrial em Cuiabá. Segundo informação do delegado federal Diógenes Curado Filho, ainda resta cerca de uma tonelada e meia de drogas aguardando determinação judicial para serem destruídas. Somente com ordem judicial é que destruímos a droga. Como a apreensão aumenta muito a cada ano, teremos incinerações mensais, explicou. A droga queimada foi levada do prédio da Superintendência da Polícia Federal, no centro da Capital, até o Distrito Industrial, sob forte esquema de segurança. Um furgão levou a droga, sendo a maior parte do produto acondicionado em embalagens plásticas. Antes de ir para o forno, a droga recebeu um reagente para confirmar que se tratava de maconha ou cocaína. Parte da droga queimada ainda faz parte de apreensões ocorridas há três anos. No entendimento dos agentes federais, quanto menor for o número de cocaína ou maconha armazenadas no prédio, melhor. A expectativa agora é de que todo fim de mês a Justiça deve liberar uma certa quantidade de droga para ser incinerada. Neste ano, mais de uma tonelada e meia de droga foi retirada de circulação em Mato Grosso. A quantidade é superior à do ano passado, quando cerca de uma tonelada foi apreendida. Cerca de 80% da droga apreendida é de cocaína (produto puro) ou pasta-base (acrescentada de outros produtos químicos e que rende mais). O restante é de maconha, oriunda do Paraguai, através de Mato Grosso do Sul. A droga foi trazida de ônibus do estado vizinho e seu destino era a Grande Cuiabá, onde deveria abasteceria os pontos de vendas de drogas, conhecidos na gíria como bocas-de-fumo. O delegado Diógenes informou que a maioria da cocaína apreendida vem da região de fronteira com a Bolívia, enquanto que a maconha geralmente chega do Paraguai, via Mato Grosso do Sul. As apreensões de droga incluem o trabalho realizado pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF) que traz até a PF para confeccionar o flagrante, completou. Para o delegado, o aumento da apreensão de drogas pode ser explicado pelo policiamento intensificado da PF e da PRF, principalmente nos postos localizados nas rodovias que cortam a região de Cáceres. Nos postos do trevo do Lagarto ou na saída para Rondonópolis foi onde ocorreu a maior parte das apreensões realizadas pela PRF. (AR)