POLÍCIA
Sábado, 01 de Agosto de 2009, 14h:17
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GRANDE CUIABÁ
Julho termina com mais mortes criminosas do que mês anterior
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O mês de julho teve 27 assassinatos na Grande Cuiabá, um número cerca de 15% superior ao mês anterior, que registrou 23 execuções. No ano, chega-se a 184 assassinatos, sendo a maior parte de homicídios. Na lista estão inclusos latrocínios (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte. Os números são da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Cuiabá foi mais violenta, registrou 17 execuções contra 10 de Várzea Grande. A boa notícia é que o mês terminou sem latrocínio confirmado. No entendimento de policiais da DHPP, a força-tarefa para prender criminosos na Cidade Industrial, desencadeada pelo delegado Márcio Pieroni, surtiu efeito, diminuindo os assassinatos nos últimos meses naquela cidade. O que surpreende os policiais foi que, mesmo com uma série de medidas, o número de assassinatos insiste em não cair, ficando num patamar preocupante, uma vez que em pouco mais de 200 dias, foram quase 190 execuções. Pra variar, quase uma execução por dia, observou um policial plantonista. Nem mesmo o trabalho dos policiais da DHPP tem surtido efeito, pois, no entendimento deles, quanto mais prisões são feitas, mais se inibiria o crime. O índice de resolução de assassinatos continua na média de 80%. Para se ter idéia da audácia dos bandidos, na última quinta-feira, um suspeito de homicídio foi baleado na porta da delegacia, após ser ouvido sobre sua participação num assassinato ocorrido no bairro São João Del Rey. Horas depois, policiais da DHPP prenderam um dos suspeitos. Temos um alto índice de resolução dos assassinatos. Poucos crimes de pistolagem. O crime passional (motivado por paixão), não temos como prever, informou um policial plantonista. O último crime do mês foi praticado por uma estudante de 18 anos, que assassinou o próprio pai com duas facadas em sua casa, na Vila São João, em Várzea Grande. Além do crime passional, os assassinatos da Grande Cuiabá estão ligados a acerto de contas, vingança e principalmente relacionados ao tráfico de drogas. Os policiais acrescentaram que muitas vítimas eram usuários de entorpecentes ou também disputavam pontos de tráfico em bairros da Capital.