O julgamento do policial militar Manoel Denício Pereira, o Lelé, pelo assassinato do vendedor Adilson José de Almeida, o Lili, foi adiado mais uma vez. A decisão sobre crime, conhecido como Lelé e Lili, deveria acontecer na última sexta-feira pelo Tribunal do Júri da Comarca da Capital. A ausência de uma testemunha fundamental para a defesa obrigou a juíza Mônica Catarina Perry de Siqueira a transferir o julgamento para abril. O primeiro júri deveria ocorrer no dia 18 deste mês, mas o réu apresentou atestado médico. A magistrada encontrou uma janela na pauta de julgamento, mas, de novo, teve que ser transferido. O crime ocorreu no dia 13 de fevereiro de 1993, no Centro de Cuiabá, por causa de uma dívida do policial com o vendedor. Como não recebeu, tomou o revólver do PM como pagamento. Mas o acusado atirou contra a vítima, que morreu no local. O militar, conforme as investigações, tomou a arma e atirou três vezes em Adilson. Ele negou o crime, mas o exame de balística confirmou que dois dos três projéteis retirados do corpo saíram do revólver acautelado em nome da Polícia Militar. Manoel será julgado por homicídio qualificado. (AR)