POLÍCIA
Sábado, 29 de Agosto de 2009, 07h:47
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ENGANO
Família diz que vítima que morreu não reagiu a assalto
Familiares do vendedor Francisco Ferreira de França, de 41 anos, vítima de latrocínio na última quarta-feira de manhã, negam que ele tenha reagido à tentativa de assalto. Francisco era uma pessoa que sempre orientou as outras a não reagir durante o roubo, pois sempre soube que os ladrões são covardes e atiram a menor reação, conforme a família. Os familiares acreditam que, ao ser rendida, a vítima teria caminhado até o carro para pegar a carteira. Meu pai não anda com a carteira no bolso. Deixa sempre no porta-luvas do carro ou no painel. Ele pode ter andado para entregar o dinheiro. Sempre dizia que os bens os ladrões levam, mas Deus dá de volta, informou o filho. A delegada Anaíde Barros confirmou a versão dos familiares. Segundo ela, testemunhas disseram que o comerciante, de fato, caminhou até o seu Fiat e, nesse momento, foi atingido por um tiro no tórax. O crime ocorreu na quarta-feira, por volta das 11 horas, na rua São José, no bairro Santa Laura, em Cuiabá. A delegada lembrou que o vendedor estava com R$ 400 no bolso e a carteira no carro, também com dinheiro. O gesto de tentar caminhar em direção ao carro pode ter sido interpretado pelos ladrões como um gesto de reação, frisou. Familiares acrescentaram que o vendedor se deslocou do bairro Novo Terceiro, onde residia, até o Santa Laura para atender a uma cliente. Foi levar uma encomenda e também receber o pagamento de uma venda anterior. Meu pai sempre atendia a seus fregueses em qualquer bairro. Muitos tinham o telefone celular e ligavam. Então, ele fazia a entrega. Primeiro, de moto e, depois, comprou o Fiat Uno, explicou o filho. As investigações apontam para dois adolescentes como autores do latrocínio. Eles se aproximaram da vítima no momento em que saía da casa da freguesa. Um deles teria sacado um revólver e obrigado a ele a entregar o dinheiro. Em seguida, atirou. Os dois fugiram na motocicleta sem nada levar. O crime chocou os moradores, pois se trata de um trabalhador que estava em seu ofício, fazendo seu serviço diário para o sustento da família e teve sua vida ceifada. Isso é uma situação intolerável, aqui no bairro e em qualquer lugar, desabafou um morador. (AR)