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Cuiabá MT, Quarta-feira, 29 de Junho de 2022

POLÍCIA
Segunda-feira, 16 de Maio de 2022, 11h:56

USAVA POSTOS DE GASOLINA

Empresário que lavava dinheiro do tráfico tinha ligação com o CV

Delegado da PF diz que dono de postos planejava criar uma rede de empresas ligadas ao tráfico

Da Redação
Reprodução
A Operação Jumbo foi deflagrada na manhã desta segunda-feira pela Polícia Federal

O empresário Thiago Gomes de Sousa, conhecido como "Baleia", mantinha contato diário com membros da facção criminosa Comando Vermelho, no contexto de um esquema de tráfico de drogas, em Mato Grosso.

Sousa é dono de dois postos de combustíveis, que eram utilizados para lavagem de dinheiro do tráfico.

Ele foi preso durante a Operação Jumbo, deflagrada na manhã desta segunda-feira (16), em Cuiabá e noutras cidades do Estado.

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A ligação do empresário com a facção criminosa foi revelada pelo delegado federal Jorge Vinícius Gobira Nunes, durante entrevista coletiva, no fim da manhã de hoje.

Segundo o delegado, Baleia que tem vários antecedentes criminais e participava de bocas de fumo com membros do Comando Vermelho.

"Ele (Thiago Sousa) tinha contato quase diário com integrantes da principal facção criminosa do Estado de Mato Grosso. Principalmente, com os líderes", disse Jorge Nunes. 

O empresário tinha como projeto criar uma rede de postos para lavar dinheiro.

Ele é dono dos postos Jumbo - que dá nome à operação - e Atalaia, localizados na Rodovia Palmiro Paes de Barros, em Cuiabá.

Há ainda um terceiro posto, que está no nome de uma pessoa, mas que a PF acredita pertencer de fato a ele.  

Conforme a PF, a organização agia dividida em dois núcleos - um empresarial e outro de atuação direta no tráfico.

O dono do posto fazia parte do primeiro grupo e é apontado como um dos principais alvos da ação.  

“A principal hipótese é de que ele tenha usado o dinheiro do tráfico de drogas para comprar o posto. O primeiro que ele comprou foi o Jumbo”, disse o delegado Jorge Nunes.   

O policial informou que, antes de adquirir o posto, Sousa ea taxista e não teria dinheiro somente desse trabalho para a compra do estabelecimento, que é avaliado em R$ 6 milhões. 

Os negócios do tráfico mantiveram crescimento exponencial, principalmente a partir de 2021.

Os responsáveis, além dos três postos, já tinham salas comerciais e uma mineradora em Cuiabá. 

O total da movimentação é de R$ 350 milhões em quatro anos. O valor envolve o tráfico e os lucros dos comércios. 

Até o momento, a PF cumpriu cinco dos oito mandados de prisão preventiva e 29 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de diversos bens.

A ação é realizada em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D'Oeste, Poconé e Pontes e Lacerda.


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