O delegado João Bosco de Barros, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ouviu anteontem o soldado PM José de Barros Costa no inquérito que investiga o assassinato do vendedor Benedito de Sá Maranhão Neto, 28 anos, executado com seis tiros de pistola no dia 2 de dezembro de 2002 em uma casa no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande. O militar nega que tenha matado Sá Maranhão. Na mesma noite do assassinato do vendedor, o soldado PM Werlon de Matos, 24 anos, foi executado a tiros no bairro Mapim. As investigações apontam para um confronto. Os tiros que atingiram o militar saíram do revólver apreendido nas mãos do vendedor. Uma das hipóteses é que Matos estivesse junto com os autores da morte de Sá Maranhão e morreu com um tiro disparado pela vítima. Sá Maranhão seria um suposto traficante vindo da cidade de Serra Talhada (PE) e estaria morando havia poucas semanas em Cuiabá. Na ocasião, não havia conexão entre a morte do soldado Matos e do vendedor. Após o resultado do exame de balística a DHPP descobriu que o militar teria sido morto num confronto. A polícia também solicitou exame de balística da pistola calibre 380 milímetros pertencente ao militar para saber se os tiros que mataram o vendedor saíram dessa arma. Em depoimento à DHPP no ano passado, o policial militar garantiu que havia comprado sua arma dois meses antes da morte do pecuarista. Disse ainda que nunca a havia emprestado a ninguém. OUTRO INQUÉRITO - Costa está preso no presídio militar, situado em Santo Antônio de Leverger, pelo assassinato do pecuarista Valdênio Lopes Viriatto, ocorrido em agosto de 2002. Viriatto foi morto dentro de sua carro por dois motociclistas em plena avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA).