POLÍCIA
Sábado, 06 de Junho de 2009, 16h:09
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CAIXAS-ELETRÔNICOS
Dezoito terminais arrombados em 2 meses
Número diz respeito à Grande Cuiabá. No interior, dois caixas foram alvo, tornando os dispositivos a bola da vez entre os assaltantes de MT
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O arrombamento de caixa-eletrônico na Grande Cuiabá é o crime da vez. A nova onda parece ter vindo para ficar. De abril até agora, 18 caixas foram alvo dos bandidos na Grande Cuiabá e dois no interior. Em metade dos casos, os ladrões não tiveram acesso ao dinheiro. Na conta da polícia, os bandidos faturaram mais de R$ 1 milhão sem correr muito risco, uma vez que a maior parte deles se caracterizou como furto, um crime de menor poder ofensivo, cuja pena não supera a dois anos. Para a delegada Alana Cardoso, da Delegacia do Complexo do Verdão e que investiga a maior parte dos arrombamentos de caixas-eletrônicos, trata-se de um alvo fácil. Além disso, as empresas possuem seguro, não tendo prejuízo. Para completar, a segurança é fraca, pois, em muitos locais, apenas um vigia toma conta. Tudo isso somado faz do caixa-eletrônico o novo alvo dos bandidos. Eles ainda falam para os vigias que o valor roubado não vai deixar os bancos pobres, observou. Mesmo com a maior parte dos assaltantes especialistas neste tipo de crime presos na Penitenciária Central do Estado, os arrombamentos não cessaram. Na última semana, foram quatro arrombamentos na Capital e dois no interior, mas sem sucesso. Nos caixas-eletrônicos de Cuiabá, no entanto, os ladrões não conseguiram arrancar dinheiro. Na ânsia de conseguir dinheiro fácil, os bandidos ignoram as regras de segurança dos caixas-eletrônicos, vão cortando os equipamentos em qualquer lugar e acabam se dando mau. O resultado é que, em dois casos, os bandidos torraram mais de R$ 600 mil, pois não tinham conhecimento de como cortar o caixa e ter acesso às gavetas com as cédulas. O primeiro caixa a ser torrado foi o do Banco do Brasil do Sesc Arsenal, no inicio de abril, onde os criminosos mal cortaram a lataria lateral e queimaram todas as cédulas. Na semana passada, foi a vez de um caixa do Unibanco instalado na sede da Unimed, em Cuiabá, ter todo o dinheiro torrado. Cada tipo de caixa tem um local diferente de colocação das gavetas. Como os ladrões não têm noção disso, acabam cortando pelo lado errado e queimam todo o dinheiro, explicou um policial que participa das investigações. O cerco policial na Capital tem levado os criminosos a agirem no interior. Em Cáceres (a 230 quilômetros da Capital), o arrombamento ocorreu na madrugada do domingo (24 de maio) e seguiu a cartilha usada pelos bandidos da Grande Cuiabá. O alvo foram dois caixas-eletrônicos que funcionam no prédio da prefeitura. Armados com pistolas e revólveres, oito homens renderam os vigias e usaram maçaricos para destruir fechaduras e arrombar os cofres. Pelas contas da polícia, os bandidos levaram mais de R$ 500 mil.