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POLÍCIA
Quinta-feira, 17 de Maio de 2007, 21h:16

ABUSO CONTRA MENOR

Delegada ouve mãe de deficiente

A delegada Sílvia Pauluzi deverá ouvir nos próximos dias a mãe da garota de 13 anos, portadora de deficiência mental, que sofria abuso sexual do padrasto, o motorista de ônibus Z.N., de 47 anos. O crime foi denunciado na última segunda-feira à noite, no Jardim Mossoró, em Cuiabá, e o motorista, preso em flagrante. Com o depoimento da mãe, a delegada deverá concluir o flagrante e relatá-lo ao Fórum Criminal. “Vamos questionar se ela (a mãe) tinha alguma desconfiança sobre o marido. Até agora, só a filha que foi ouvida no flagrante. A mãe ainda não”, explicou. A garota disse que essa não foi a primeira vez que o padrasto abusou sexualmente dela. Conforme a delegada, o crime não teve testemunha, a não ser a mãe que ouviu os gritos da filha. Ela explicou que, como se trata de um crime sem testemunhas, irá relatar o flagrante na próxima semana. A prisão do motorista ocorreu no Jardim Mossoró, em Cuiabá. A garota disse à polícia que acordou assustada chamando a atenção da mãe. Esta dormia no quarto ao lado. O motorista, então tentou fugir, mas policiais militares acionados pela mãe da garota o localizaram nas proximidades da casa. Segundo a mãe da garota, ela convive com o motorista há cerca de seis anos e nesse período nunca desconfiou de que ele abusasse da filha. Explicou que, somente com o flagrante, descobriu que a filha foi molestada sexualmente várias vezes. Relatou aos policiais que a menina não contava a violência sexual sofrida porque ganhava R$ 10 do padrasto, que se aproveitava do problema mental dela. Além disso, o marido dizia à enteada que, caso ela contasse para a mãe dela, não acreditaria. A garota acrescentou que o motorista aproveitava o momento que a mãe saía para trabalhar e a arrastava para o quarto. A garota disse que o padrasto não a estuprava, fazia somente sexo oral. O detalhe, no entanto, não serviu como atenuante, uma vez que os crime de atentado violento ao pudor e estupro têm punições semelhantes. Em seu interrogatório, o motorista negou ter abusado sexualmente da enteada. Alegou que a menina, por ter deficiência mental, acabou inventando as histórias. “Jamais iria fazer isso com minha enteada”, garantiu. (AR)

Edição edição 16957




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