O tenente-coronel José Antônio Chaves destaca a diferença entre o agir da polícia e a que é praticada pelos policiais. Segundo ele, a PM tem treinado os militares ininterruptamente. O que ocorre, explica o tenente, é que há situações em que o próprio policial fica em uma situação de risco ou de enfrentamento. Entre ele (policial) e o outro (criminoso ou não), ele pensa nele mesmo, avalia. Conforme o tenente, o militar tem segundos para perceber, analisar, decidir e agir em situações, muitas vezes, não muito clara. Ele explica que, numa ação de acompanhamento de um veículo suspeito, por exemplo, alguém atira contra o veículo. A primeira reação policial é responder com tiros. Na maioria das vezes a situação é tão tensa, que um policial acaba sem perceber que o agressor parou de atirar, mesmo assim acaba descarregando a arma contra o suspeito. De acordo com Chaves, um fator muito importante e que geralmente interfere na atuação do policial é o psicológico. Às vezes o policial ouve toda descrição e essas informações aumentam a adrenalina, podendo gerar medo e insegurança do próprio policial, considera. Sabendo desses casos, segundo ele, a PM tem elaborado diversos cursos de capacitação que trabalham o fator psicológico na atuação militar. No entanto, ponderou, não há como evitar casos de descontrole emocional. (DC)