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POLÍCIA
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007, 21h:18

VIAS DE FATO

Ciúme provoca briga entre mulheres

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) foi palco de uma briga entre a esposa de uma coronel da PM, uma mulher de 25 anos e uma sargento da PM, de 42, que estava em sua sala de trabalho. A esposa do coronel acusou a sargento de ter um caso extraconjugal com o oficial da PM. No confronto, a sargento foi agredida com uma tapa no rosto, além de sofrer lesões no pescoço e arranhões no braço. Conforme o relato de testemunhas, a esposa do coronel chegou na sala destratando a sargento, chamando-a de “ladrona de marido”. Em seguida, decidiu agredir a rival, que já se preparava para ir embora, pois o encerramento do expediente se aproximava. A sargento, no entanto, nega manter um caso com o oficial da PM. A confusão, que ocorreu na sexta-feira à tarde, só não teve maiores conseqüências porque pessoas que estavam próximas interferiram e separaram as duas. A esposa do coronel, então, saiu da sala. A sargento acionou a Companhia da PM responsável pela segurança na região do Palácio Paiaguás. Os policiais estiveram no prédio tentando localizar a esposa do coronel, mas ela já tinha deixado a Sejusp. A sargento, então, registrou queixa na Delegacia do Complexo do Planalto, responsável pela investigação de crimes ocorridos na região do Palácio Paiaguás. A militar solicitou exame de lesão corporal para comprovar a lesão. Ela deverá ser chamada nos próximos dias para representar contra a agressora. “A vítima de lesão corporal tem até seis meses para decidir se dá prosseguimento ou desiste da ação”, explicou o delegado plantonista Maurício Ramos. Caso prossiga, será resolvido no Juizado Especial Criminal da Capital. Algumas policiais plantonistas deram razão à mulher do coronel. No entendimento delas, a mulher que não age assim acaba deixando o marido mal-acostumado. “Bom, não sei se nesse caso, houve ou não traição. Estou falando em teoria”, corrigiu a policial. (AR)

Edição EDIÇÃO 16958




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