POLÍCIA
Terça-feira, 02 de Março de 2010, 21h:21
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COBRANÇA
Arma em poder de acusados de extorsão
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Policiais civis localizam um revólver calibre 32 escondido no Renault Clio preto, usado por quatro homens presos sob acusação de extorsão e formação de quadrilha. Na prisão, ocorrida na última quinta-feira, foram presos Orlando Barbosa da Silva, de 23 anos, Pedro Henrique Pereira dos Santos, de 18, Adriano Alves Barbosa, de 22, e Genivaldo Araújo Silva, de 23, sendo este apontado como o chefe do bando. Eles foram acusados pela vítima, um vendedor de carros, como autores de uma cobrança abusiva e chegaram a apontar um revólver para ele. A conta, no valor de R$ 7 mil, não foi paga e os cobradores queriam recebê-la de qualquer forma. No dia da prisão, não foi encontrada arma alguma dentro do automóvel. Na revista feita hoje (ontem), checamos no console, ao lado do câmbio, encontramos um revólver escondido, um calibre 32, informou um policial. O delegado Cláudio Victor Freesz vai anexar o revólver ao flagrante. A prisão dos quatro envolvidos ocorreu no bairro Jardim Paulista, em Cuiabá. Segundo policiais militares do 1º Batalhão, os quatro foram presos num Clio preto próximo da casa da vítima. Os policiais revistaram o veículo e nada encontraram. Levados para a Delegacia do Complexo do Verdão, foram autuados em flagrante. Conforme o devedor, ele estava sendo pressionado a pagar a dívida há alguns dias. Explicou que os cobradores o procuraram na parte da manhã e o levaram até a agência do Banco do Brasil, da avenida Júlio Campos, em Várzea Grande. Eu não tinha lastro para fazer o empréstimo. Então, me levaram para casa novamente e me deram um prazo até a tarde, relatou. O devedor acrescentou que um deles chegou a lhe mostrar um revólver ameaçando matar alguém da família, ou mesmo sequestar alguém, e só devolver assim que pagasse o cheque. Diante de tantas ameaças, procurou a Polícia Militar. Ele explicou que essa dívida é referente a uma venda de veículo a um comerciante que não se concretizou. Minha comissão foi de R$ 2 mil. A pessoa pediu para devolver e, depois não aceitou, porque queria o dobro. E depois passou para R$ 6,5 mil e, aí não tinha como pagar, frisou. Na delegacia, os quatro presos negaram que tivessem ameaçado o devedor. Genivaldo relatou que foi contratado por um comerciante para fazer a cobrança e teria uma comissão. Ele convidou Orlando porque este possui um carro e, com isso, seria mais rápido. Ele alegou não saber o motivo da dívida. Os demais negaram saber que se tratava de uma cobrança. Orlando explicou que foi convidado a ajudar Genivaldo, mas imaginou que o valor fosse menor. Os demais disseram que estavam apenas acompanhando Genivaldo, que os convidou para dar uma volta. Os policiais não souberam informar se eles possuem antecedente.