A Venezuela anunciou ontem que apresentará uma proposta concreta ainda nesta semana para estabelecer as bases para um processo de paz com a Colômbia. Os países estão com as relações cortadas por iniciativa de Caracas após Bogotá acusar a presença de chefes guerrilheiros em território venezuelano. Em uma viagem pela América do Sul para explicar a situação e a posição de seu país, o chanceler da Venezuela, Nicolas Maduro, se reúne com vários líderes da região para conseguir apoio e impedir que as tensões com a Colômbia não se agravem. PROPOSTA "Nesta quinta-feira (amanhã), nosso governo apresentará, na reunião da União das Nações Sul-americanas (Unasul) em Quito, uma proposta concreta que permita canalizar a metodologia para um plano de paz", disse Maduro após uma reunião com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Antes de chegar à Argentina, Maduro já havia visitado os presidentes Fernando Lugo, do Paraguai, e José Mujica, do Uruguai. Na segunda-feira, ele havia se encontrado com o presidente Lula e, na quarta, às vésperas da reunião do órgão sul-americano, ainda deve conversar com Evo Morales, da Bolívia, e Sebastián Piñera, do Chile. A crise entre os vizinhos sul-americanos teve início quando a Colômbia disse ter provas de que cerca de 1.500 guerrilheiros do Exército da Libertação Nacional (ELN) e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estariam se refugiando na Venezuela. Posteriormente, as autoridades apresentaram imagens dos supostos rebeldes comprovando as acusações na Organização dos Estados Americanos (OEA).