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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

MUNDO
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010, 10h:07

ÉPOCA DE FURACÕES

Terremoto deixa Haiti mais vulnerável

Segundo o Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, o terremoto no Haiti deixou 300 mil feridos e 1,2 milhão sem teto

O terremoto que devastou boa parte do Haiti em janeiro deixou o país em uma situação de enorme vulnerabilidade diante da temporada de furacões que começa em junho, apontaram ontem especialistas. "A vulnerabilidade do Haiti diante de tempestades tropicais ou furacões é maior do que o normal em consequência do terremoto", disse Sharan Majumdar, professor de meteorologia e de oceanografia da Universidade de Miami (UM). Para o professor, a situação do Haiti desperta uma "preocupação muito séria" em relação à temporada de furacões de 2010 no Oceano Atlântico, que será mais ativa do normal, segundo as previsões de especialistas da Universidade do Colorado. Na opinião de Majumdar, é alarmante que "muitos edifícios, estradas e casas ainda estejam em péssimo estado quando a temporada de furacões chegar com ventos fortes, tempestades e enchentes". De acordo com o meteorologista William Gray e sua equipe da universidade do Colorado, se espera para 2010 a formação de entre 11 e 16 tempestades e seis e oito furacões no oceano Atlântico, dos quais entre três e cinco serão de categorias 3, 4 ou 5, as mais altas. FURACÕES A última temporada de furacões no Atlântico, que afeta a área do Caribe, México, América Central e Estados Unidos, terminou com a formação de nove tempestades tropicais e três furacões. Segundo o Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês), o terremoto no Haiti deixou 300 mil feridos e 1,2 milhão de pessoas sem teto. De acordo com um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a reconstrução do Haiti custará entre US$ 8 bilhões e US$ 14 bilhões. Em 2008, cerca de 900 pessoas morreram no Caribe, a maioria no Haiti, por causa de 16 tempestades tropicais, das quais oito se transformaram em furacões. A temporada de furacões começa em 1º de junho e termina em 30 de novembro. MÉDICOS A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, ontem, que as agências de auxílio médico permaneçam no Haiti o máximo de tempo possível. A OMS lembrou que essas entidades são cruciais no esforço de reconstrução, após o violento terremoto do dia 12 de janeiro. "Nossa preocupação é pedir aos parceiros maiores que levem auxílio para lá o máximo possível, pelo menos seis meses", disse Henriette Chamouillet, representante da OMS no Haiti. "É absolutamente necessário, porque temos que substituir hospitais que não funcionam", notou ela, em Genebra.

Edição EDIÇÃO 16958




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