Primeiro-ministro nega Ter negociado renúncia com os líderes de seu partido
O premiê japonês, Yoshiro Mori, negou ontem ter anunciado sua intenção de renunciar durante uma reunião com líderes do seu partido, o PLD, realizada no fim de semana. "Nem eu nem os cinco membros da executiva do PLD (Partido Liberal Democrático, governista) entenderam meu gesto como uma intenção de renunciar, disse Mori à comissão de orçamento do Senado. "A mídia precisou escrever isso porque considerava que minha renúncia já era um fato consumado. O acordo de sábado (10) foi visto como um compromisso para dar mais algumas semanas de governo ao impopular premiê. Ele renunciaria em abril. Mori não descartou a possibilidade, mas é quase certo que não concorrerá à próxima eleição para a presidência do PLD, que agora pode acontecer a partir de abril. O PLD quer escolher rapidamente um novo líder para se livrar de Mori _criticado por uma série de gafes políticas e escândalos de corrupção_ antes das eleições para o Senado, em julho. Os dois outros partidos da coalizão querem Hiromu Nonaka, de 75 anos, como sucessor de Mori, mas ele próprio já disse que não é candidato. Junichiro Koizumi, Taro Aso e Ryutaro Hashimoto, membros do gabinete, também são cotados para o cargo. Correndo por fora vem a ex-atriz Chikage Ogi, líder do Partido Novo Conservador.