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MUNDO
Terça-feira, 22 de Março de 2011, 20h:36

LÍBIA

ONU analisará ataque ao regime de Khadafi

Uma fonte da Defesa dos estados Unidos disse ontem, em condição de anonimato, que os ataques já reduziram a capacidade de defesa aérea de Gaddafi em 50%

O Conselho de Segurança da ONU decidiu realizar amanhã uma reunião para analisar a intervenção militar internacional contra o regime de Muammar Khadafi, autorizada na semana passada pelo organismo mundial. Fontes diplomáticas disseram que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, informará durante esse encontro a evolução da situação na Líbia, sete dias depois da autorização do uso da força. Os Estados Unidos anunciaram ontem que vão reduzir a escala dos ataques contra o sistema de defesa aérea da Líbia, diante do sucesso da implementação da zona de restrição aérea no país. A ideia é estabelecer as condições para uma missão de ajuda humanitária no país. A mudança de foco vem horas depois da queda de um avião militar americano na Líbia, aparentemente perto do reduto rebelde de Benghazi (leste), a primeira baixa nas forças da coalizão internacional desde o início da operação Aurora da Odisseia, no sábado passado. O secretário de Defesa americano, Robert Gates, e outras autoridades americanas disseram que os EUA vão reduzir sua participação nos próximos dias, já que não há mais necessidade de amplas ofensivas como os mais de 110 mísseis de cruzeiro lançados entre sábado e domingo de navios e submarinos na costa da Líbia. A ideia, contudo, inclui também passar boa parte da missão militar aos outros países envolvidos, como França, Reino Unido, Espanha e Itália. Os EUA continuariam apenas com ataques de menor escala. Na véspera, o comandante da coalizão, general Carter Ham, já dissera que a primeira fase da missão militar foi um sucesso e que o foco mudava do combate direito das tropas do ditador Muammar Khadafi em Benghazi para a ampliação da zona de restrição aérea.Uma fonte da Defesa americana disse, em condição de anonimato, que os ataques já reduziram a capacidade de defesa aérea de Khadafi em 50%. Desta forma, a coalizão pode focar em expandir a zona de restrição de uma faixa litorânea e sobre Benghazi, para mil km, até a capital Trípoli. Mais cedo, a imprensa divulgou que um F-15E Strike Eagle dos Estados Unidos caiu na noite de segunda-feira na Líbia. Os dois pilotos a bordo conseguiram se ejetar e estão bem, segundo o Comando Americano na África. Vince Crawley, porta-voz do comando, disse que ambos os pilotos sofreram ferimentos leves. Eles usaram paraquedas para se ejetar do F-15E Strike Eagle, ainda em uma grande altitude, e acabaram caindo em lugares diferentes.

Edição edição 16957




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