O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama recebeu ontem o apoio do ex-adversário Chris Dodd, enquanto Hillary Clinton apostava num debate à noite para tentar reverter o atual favoritismo do senador. No lado republicano, o senador John McCain, virtual candidato governista para as eleições de novembro, se viu obrigado a pedir desculpas pelo comportamento do radialista conservador Bill Cunningham, que o antecedeu num comício em Cincinnati e se referiu três vezes ao democrata como "Barack Hussein Obama", salientando seu nome do meio, de conotação islâmica, o que o torna "xará" do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. Cunningham também disse que a ex-secretária de Estado Madeline Albright, seguidora de Hillary, "parece a morte requentada". "Quero me dissociar de qualquer comentário pejorativo que tenha sido feito", disse McCain a jornalistas. O senador não escolheu Cunningham para participar do comício e nem se encontrou com ele. Dodd, um veterano senador que abandonou a pré-candidatura em janeiro, anunciou o apoio a Obama durante entrevista coletiva com o candidato. Contou que já esteve "cético como muitos outros", mas acabou conquistado por Obama. Os dois candidatos democratas restantes se enfrentaram ontem à noite na gélida Cleveland, no que é a última grande chance de Hillary para conter a "onda Obama" das últimas semanas. Para a campanha dela, é crucial vencer na terça-feira que vem em Texas e Ohio, embora as pesquisas mostrem avanços de Obama nesses Estados.