A pesquisa ouviu 24 mil pessoas em todos esses países entre os dias 17 de março e 21 de abril. No Brasil foram ouvidas mil pessoas
Uma pesquisa do Centro de Pesquisas Pew, dos Estados Unidos, mostrou que a maior parte dos brasileiros confia mais no provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, do que em seu rival, o republicano John McCain. De acordo com o estudo, 58% dos brasileiros ouvidos disseram ter muita ou alguma confiança no democrata, enquanto 37% afirmaram ter pouca ou nenhuma. Por outro lado, 35% dos pesquisados no Brasil disseram ter muita ou alguma confiança em McCain e um total de 55% contaram ter pouca ou nenhuma. O dado é um dos itens de uma extensa pesquisa do Centro Pew feita em 24 países, incluindo o Brasil, e que trata, entre outros temas, das visões que estas nações têm sobre os Estados Unidos e das perspectivas de seus habitantes sobre a economia global. A pesquisa ouviu 24 mil pessoas em todos esses países entre os dias 17 de março e 21 de abril. No Brasil, foram ouvidas mil pessoas em grandes centros urbanos do país entre os dias 20 de março e 8 de abril. CONFIANÇA A maior parte dos pesquisados demonstrou mais confiança em Obama do que em McCain. A visão mais favorável a Obama foi registrada na França e na Alemanha, onde, respectivamente 84% e 82% disseram confiar muito no democrata, ao passo que apenas 33% em ambos os países afirmaram o mesmo sobre McCain. Curiosamente, o único país em que os pesquisados disseram confiar mais em McCain do que em Obama foram os próprios Estados Unidos, mas a diferença foi de apenas um ponto percentual - 60% para o republicano e 59% para o democrata. Em outro item da pesquisa, um total de 47% dos brasileiros disseram acreditar que o próximo presidente irá melhorar a política externa americana, enquanto 39% acreditam que ele não irá modificá-la muito. Apenas 9% acham que o próximo líder irá mudá-la para pior. O índice mais elevado foi o registrado na França, onde 68% disseram acreditar que o próximo presidente modificará a política externa americana para melhor.