O governo dos Estados Unidos aplaudiu, ontem, a morte de um destacado comandante do grupo guerrilheiro pró-iraniano Hezbollah, que morreu na explosão de um carro-bomba ocorrida na noite de terça em Damasco. O grupo xiita libanês atribuiu a Israel a autoria do atentado que culminou na morte de Imad Moughniyah, um militante procurado por suspeita de envolvimento em uma série de ataques contra alvos americanos e israelenses ao redor do mundo. Assim como os EUA, Israel comemorou a morte do comandante do Hezbollah, mas negou as acusações de que teria envolvimento no assassinato, afirmando que rejeitaria acusações de grupos terroristas. O Irã, que apóia o Hezbollah, qualificou o episódio como "um ato de terrorismo de Estado praticado pelo regime sionista". "O mundo é um lugar melhor sem este homem. Ele era um matador à sangue frio, um assassino das massas e um terrorista responsável pela morte de incontáveis vítimas", disse o porta-voz do governo americano Sean McCormack. Danny Yatom, um deputado israelense que já dirigiu o Mossad, principal serviço secreto externo do Estado judeu, celebrou a morte de Moughniyah. "Na luta travada atualmente pelo mundo livre e democrático contra o terror, creio que o mundo livre e democrático tenha conquistado hoje um objetivo muito, muito importante", declarou Yatom. O deputado Itzhak Ben Israel, do partido de centro Kadima, afirmou que "o mundo deve abençoar a morte de Mughniyeh".