MUNDO
Sexta-feira, 10 de Junho de 2011, 20h:51
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BOMBARDEIO
Ataque líbio a Misrata mata 22 pessoas
O primeiro ministro turco disse que ofereceu "garantias" a Muammar Khadafi para que ele saia da Líbia,, mas, até ontem o ditador não havia se manifestado
Forças leais ao ditador da Líbia, Muammar Khadafi, atacaram ontem a cidade de Misrata, a única sob controle dos rebeldes no oeste do país. O número de mortos chega a 22, segundo a agência Associated Press, que citou como fonte funcionários de um hospital. O médico disse que pelo menos 61 pessoas foram feridas no ataque, que começou às 10h no horário local. A Turquia ofereceu "garantias" ao ditador Muammar Khadafi para que ele saia da Líbia, mas, até o momento, Khadafi não respondeu, afirmou ontem o primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. Os Estados Unidos e o Reino Unido têm feito apelos para que mais países aliados compartilhem o fardo das missões de bombardeio. A Rússia, que expressou apreensão sobre o uso da força militar e tem amplos interesses comerciais na Líbia, quer mediar a reconciliação entre o governo líbio e os rebeldes. Lutando com dificuldade contra as forças de Khadafi, os insurgentes receberam na quinta-feira a promessa de mais US$ 1,1 bilhão em ajuda de potências ocidentais e países árabes, reunidos em Abu Dabi - embora os doadores também tenham pedido detalhes sobre como será um governo pós-Khadafi. barragem de artilharia chegou perto do hospital, embora o prédio fique distante das linhas de combate. Os rebeldes disseram que as forças de Khadafi também atacaram suas posições na região montanhosa a oeste, na noite de quinta-feira, e acusaram a Otan de não fazer o bastante para detê-las na cidade de Zintan, situada 160 quilômetros a sudoeste de Trípoli. O porta-voz Juma Ibrahim afirmou que as cidades de Yafran e Nalut também foram atacadas e disse que as forças de Khadafi estão se concentrando perto da fronteira com a Tunísia para tentar retomar o controle da passagem de Wazin. As tropas de Khadafi e as forças rebeldes estão há semanas estagnadas em seus combates entre as cidades de Ajdabiyah e Brega, no leste. Os rebeldes controlam o leste da Líbia, a cidade de Misrata e a cadeia de montanhas perto da fronteira com a Tunísia. Eles se rebeleram contra Gaddafi há cinco meses, num momento em que se iniciaram várias revoltas em países do mundo árabe, mas não têm equipamento militar pesado e não têm sido capazes de avançar na capital contra as bem-equipadas forças de Gaddafi. GARANTIAS A Turquia ofereceu "garantias" a Khadafi para que ele saia da Líbia, mas, até ontem ele não respondeu, disse o primeiro ministro turco. Khadafi "não tem outra opção além de partir da Líbia com garantias. Nós oferecemos essa garantia. Dissemos que o ajudaríamos a ir onde quisesse", disse Erdogan ao canal de televisão NTV, sem especificar quais garantias ofereceu. "Dependendo da resposta que ele nos dê, vamos levar o assunto aos nossos aliados [da Otan], mas até agora, lamentavelmente, não obtivemos nenhuma resposta." Em fevereiro, uma revolta popular começou na Líbia exigindo a saída do ditador Muammar Khadafi que está há quase 42 anos no poder. A revolta foi violentamente reprimida pelo regime de Gaddafi.