MUNDO
Sexta-feira, 01 de Abril de 2011, 20h:10
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AFEGANISTÃO
Ataque a escritório da ONU mata sete
De acordo com as agências internacionais, ao menos dois funcionários foram decapitados. Cinco manifestantes também morreram, e outros 20 ficaram feridos
O Conselho de Segurança da ONU fez uma reunião de emergência ontem, após o ataque contra um escritório da organização na cidade afegã de Mazar-i-Sharif, que matou ao menos sete funcionários. Na ação, manifestantes revoltados com a queima do Corão pelo pastor protestante de uma igreja da Flórida (EUA) invadiram o local. A reunião do conselho de 15 países ocorreu a portas fechadas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse a jornalistas em Nairóbi (Quênia) que o ataque foi "ultrajante e covarde". A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, afirmou em um comunicado que a ação foi "horrenda e sem sentido". Mais cedo, a ONU confirmou as mortes de sete funcionários estrangeiros - entre membros e agentes da segurança - após o ataque. "Três membros da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão [Unama, na sigla em inglês] e quatro seguranças morreram", disse Dan McNorton, porta-voz da ONU no Afeganistão. MORTOS Representantes da ONU em Nova York disseram ontem à noite que os mortos poderiam chegar a 20. De acordo com a agência de notícias Reuters, ao menos dois funcionários foram decapitados. Cinco manifestantes também morreram, e outros 20 ficaram feridos. Se as 20 mortes forem confirmadas, será o pior ataque contra alvos da ONU no Afeganistão, e um dos mais mortíferos contra a organização nos últimos anos. O pior ataque mais recente havia sido contra uma hospedaria onde membros da ONU estavam no Afeganistão. Na ocasião, cinco funcionários morreram e outros nove se feriram. Um porta-voz policial local disse que as mortes aconteceram depois que uma manifestação contra a queima de exemplares do Corão por um pregador norte-americano terminou em violência. Após a oração da sexta-feira, milhares de pessoas foram às ruas da cidade, a mais importante do norte afegão, em protesto contra a queima de um Corão em uma igreja da Flórida (EUA) em 20 de março. PROTESTO Os manifestantes lotaram as ruas da normalmente pacata cidade, e após duas ou três horas de protesto, a violência começou. Um pequeno grupo atacou o escritório da ONU, atirando pedras e escalando barreiras para tentar invadir o local. Editoria de Arte/Folhapress Uma fonte policial, que recusou-se a ser identificada porque não tem autorização para falar com a imprensa, disse que os manifestantes atacaram as vítimas dentro do complexo da ONU.