Reunidos no Cairo, ministros das Relações Exteriores de países árabes pediram ontem ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que se reúna com urgência para discutir formas de dar proteção internacional aos palestinos que vivem na Cisjordânia e em Gaza. Os chanceleres justificaram seu apelo afirmando que Israel está tomando medidas de segurança "bárbaras" nos territórios - uma referência ao bloqueio de comunidades palestinas, impedindo seus habitantes de sair para trabalhar. Os ministros estão no Cairo para preparar uma reunião de cúpula da Liga Árabe, a ser realizada nos dias 27 e 28 de março em Amã, a capital da Jordânia. A cúpula de Amã, foi decidida na reunião de emergência do Cairo, em outubro passado. Naquela ocasião, o documento final exortava os países membros a apoiar os palestinos em sua mais recente intifada, ou revolta, mas evitaram defender a total ruptura de laços árabes com Israel. Os palestinos acusam o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de transformar suas cidades em prisões, punindo coletivamente a comunidade pela revolta que já dura cinco meses e matou mais de 400 pessoas. As reivindicações palestinas por uma força de proteção das Nações Unidas surgiram nos primeiros dias da intifada, mas foram frustradas pelos Estados Unidos, então sob o governo do presidente Bill Clinton, porque Israel rejeitava a idéia.