Diario de Cuiabá

Quarta-feira, 25 de Julho de 2001, 21h:28

Borelli é condenado a 172 anos por tortura

MARI TORTATO
Da AF – Curitiba

Marcelo Moacir Borelli, acusado de assaltos, sequestros e tráfico de armas, foi condenado ontem no Paraná a 172 anos de prisão, por torturar uma menina de três anos. O crime foi no ano passado e chegou a ser gravado em vídeo pelo próprio Borelli. A sentença foi proferida pela juíza Ilda Eloísa Corrêa, substituta da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Ele não participou do julgamento. Acusado comandar o sequestro de um Boeing da Vasp, desviado de Foz do Iguaçu para o norte do Paraná (quando foram roubados R$ 5 milhões do Banco do Brasil), Borelli está preso em Brasília. A pena a que Borelli foi condenado ontem é cumulativa. A juíza acatou os argumentos do promotor, Francisco Zacoletti, que relacionou cada ato violento contra a criança como um caso para condenação isolada. Ela condenou o réu numa “sentença fechada" -não haveria condições de segurança para a transferência do preso ao Paraná. Para a acusação, foram 21 os atos de tortura praticados pelo réu contra a criança. Borelli foi condenado a oito anos de prisão para cada um dos 20 primeiros atos. Para o 21º, a condenação foi mais 12 anos. A juíza atendeu a acusação considerando o crime de Borelli como hediondo. A tortura gravada em vídeo pelo réu chegou a ser exibida em programas sensacionalistas de TV depois de ele ter sido preso pela Polícia Federal, em 15 de outubro, próximo a Curitiba, num flagrante por contrabando de armas. Por esse crime (contrabando), Borelli foi condenado, em 26 de junho, a cinco anos e meio de prisão. O advogado Júlio Militão da Silva, que representa o réu, disse que vai pedir a anulação da sentença. Ele tem cinco dias para pedir a anulação do julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná.

Fonte: Diario de Cuiabá

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