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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 20h:09

Uma questão cercada de preconceitos

No seu primeiro filme, “Baby Love” (Commes les Autres, França, 2008 / Imovision), o diretor Vicent Gareng enveredou por um terreno delicado: o do relacionamento de um homossexual com o mundo convencional que o cerca. E fez isso com delicadeza em um clima aparentemente sem preconceitos. Mas o argumento moderno e contemporâneo caminha por vias tortas. O que seria uma oportuna discussão sobre a adoção de crianças por casais homossexuais transforma-se em uma comedia dramática equivocada. Seu humor entra na hora errada, os personagens têm comportamento volúvel e há uma vacilante opção de agradar ao publico GLS sem ofender o espectador conservador. Na trama, levada por diálogos bem cafoninhas, o pediatra Emmanuel (Lambert Wilson) e o advogado Philippe (Pascal Erbé), ambos quarentões, mantêm um sólido relacionamento às claras em Paris. A relação de anos, porém, sofre uma ruptura. Emmanuel quer um filho. Philippe não. Já separado, Emmanuel tenta convencer uma colega médica, Louise (Anne Brochet) a lhe dar um rebento por meio de inseminação. Ela recusa. Emmanuel segue em frente com sua idéia, procurando uma mulher que possa conceber seu filho. Vários casais de lésbicas são contatados sobre a possibilidade de concederem um filho juntos, mas nada. No seu intento, Emmanuel envolve-se com uma argentina, Fina (Pilar López de Ayala), a partir de um acidente de trânsito. Em situação irregular na França, a moça aceita gerar a criança se, em troca, contrair (um conveniente) casamento com o futuro pai gay - mesmo este sabendo que pode perder o amante para sempre. Dai em diante os sentimentos ficam confusos. (J.C.)

Edição EDIÇÃO 16958




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