ILUSTRADO
Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 21h:59
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CINEMA
Somente um filme novo
O Livro de Eli, com Denzel Washington e dirigido pelos irmãos Hughes é a única novidade que chega às salas de exibição de Cuiabá
Cláudio de Oliveira
Da Redação
Estreia hoje nos cinemas O Livro de Eli. O filme tem na direção os irmãos Hughes, Allen e Albert Hughes (Do Inferno). Os irmãos tem como produtor associado e ator Denzel Washington (O Gangster). Num mundo pós-apocalíptico Eli (Denzel) é um homem solitário que tem de proteger um livro sagrado que pode conter a resposta para salvação da humanidade, mas como todo herói tem seu algoz nessa história não é diferente e para poder obter o livro, um tirano prefeito de uma pequena cidade (Gary Oldman) fará de tudo, mesmo que para isso tenha de matar Eli. O livro de Eli se situa em um futuro próximo em um mundo arrasado pela força do sol, que matou a maioria dos habitantes e cegou boa parte dos sobreviventes. Eli é um viajante solitório que atendeu a um chamado para encontrar e levar um livro ao seu destino. O filme lembra, segundo a crítica, alguns faroestes de Sergio Leone. Este homem que não troca de roupa é um sobrevivente e suas únicas posses, além do livro, são uma espada e um arco. Com essas armas, ele não tem piedade em matar qualquer um que atravesse seu caminho rumo a lugar nenhum. O livro é o objeto de desejo de um grupo de delinquentes às ordens de Carnegie (Gary Oldman), que está obcecado em conseguir um texto que vai lhe permitir controlar o mundo e ter toda a sabedoria. Para a crítica da agência EFE, os irmãos Hughes despertam pouco interesse no espectador pelo conteúdo do livro em questão e entre a homenagem aos faroestes e o aborrecimento que tanto a história como os personagens geram, transcorre um filme que não merece os US$ 80 milhões que custou. (...) Embora os trailers anunciem uma história de ação envolta em um ar metafísico, a realidade é que o filme não passa de um conto para crentes convencidos já que os descrentes encontrarão na telona poucos argumentos para mudar de opinião. Em entrevista publicada no site Omelete Denzel fala um pouco sobre a maratona de lutas que empreende no filme e compara com outra produção: Eu fiz um filme de boxe chamado Hurricane - O Furacão, que foi igualmente difícil, apesar de que eu só lutava com um cara de cada vez. Nesse filme, tem uma cena que eu luto com uns seis caras e uma outra que são uns quinze, eu acho, e filmamos tudo em um plano-sequência. Mas sabe, eu tenho muita sorte de trabalhar com um dos melhores dublês de luta, como o Jeff Amata, que também foi treinado por um verdadeiro mestre das artes marciais, o Danny Inosanto, que por sua vez foi aluno do Bruce Lee. Nós começamos a treinar uns cinco ou seis meses antes das filmagens. Mas eu luto boxe há 15 anos, então pude trazer minhas habilidades do boxe para as artes marciais e as lutas com espadas. Na mesma entrevista o ator e produtor explica um pouco porque encarou o desafio de produzir este filme e destaca a importância que acredita haver na vida de qualquer um da religião: Eu acho que todos nós, em algum momento, buscamos alguma coisa, um poder superior, ou seja lá o que você quiser chamar, o significado da vida. Eu sei que estava buscando isso desde que tinha uns 20 anos, começando a procurar filosofias orientais, yoga e budismo, cristianismo e o Islã. Eu me meti em todas elas tentando entender o significado da vida, ou, antes de mais nada, entender a mim mesmo. Então eu acho que tem isso, uma sede por entender isso. E também a clássica batalha entre o Bem e o Mal, especificamente para o Eli, que está há cinco dias de caminhada da Terra Prometida, de levar o livro ao lugar que ele pertence e, literalmente, encontra o inferno na Terra. Então acho que também é uma metáfora para a vida, como quando coisas boas acontecem você pode ser testado. E todos nós somos testados, de alguma maneira, então eu gosto dessa ideia da jornada espiritual desse cara.