ILUSTRADO
Terça-feira, 30 de Março de 2010, 20h:16
A
A
EXPOSIÇÃO
Porto ainda à deriva
Iniciativa aglutinou envolvidos com artes plásticas, teatro, música, dança, audiovisual, saúde e ONGs, além de ativistas independentes
A exposição Porto à Deriva, exercício de reinvenção da cidade subjetiva, estará aberta para visitação na galeria do Museu de Arte e Cultura Popular - MACP da Universidade Federal de Mato Grosso, a partir desta quarta-feira. O acervo foi criado coletivamente a partir do projeto Porto à Deriva, nascido no SESC Arsenal em 2009, para incentivar a pesquisa sobre cidade e intervenções urbanas. O acervo esteve em exibição no SESC Arsenal e no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá - MISC, e em cada uma das exposições a montagem foi adaptada ao espaço, permitindo leituras diversas. Nesta itinerância, cerca de 200 fotografias, um videoarte, textos e diversos objetos compondo instalações. O Porto à deriva aglutinou pessoas envolvidas com as artes plásticas, teatro, música, dança, audiovisual, saúde e ONGs, além de ativistas independentes e pessoas preocupadas com o espaço onde vivem. Sob orientação da pesquisadora e professora da UFMT, Maria Thereza Azevedo, foram realizados exercícios para construção de um olhar sobre a região do Porto, a partir de experiências inspiradas no Movimento Situacionista, tendo como referência os conceitos de deriva e situação e os estudos sobre cidade subjetiva, de Felix Guattari, filósofo e revolucionário francês. Nessa metodologia são ressaltados os processos colaborativos e o conceito de polifonia associado ao lingüista russo Bakhtin, por compreender a cidade como uma multiplicidade de diferentes vozes. O conjunto de imagens, textos, sonoridades e objetos trazem um recorte múltiplo sobre o bairro do Porto, repleto de histórias e contrastes. O mapa do Porto será um dos vetores da mostra. Foi reordenado e ressignificado pelas ações integrantes do projeto: Derivas pelo Porto e intervenções Livre Mercado e Sombra e água fresca, respectivamente no Mercado Municipal e no Museu do Rio. É hoje, portanto, às 20 horas, no Instituto de Linguagens da UFMT. Organizadores informam que a presença de todos é aguardada para celebrar a abertura da exposição com um cortejo que irá percorrer o campus até o MACP, com a presença do grupo musical Batuque Nauá. A curadoria da mostra é de Maria Thereza Azevedo, quem assina a produção é Caroline Souza e as imagens devem ser creditadas a Junior Silgueiro. O MACP sedia a exposição até 30 de abril e a visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira das 08:00 às 11h:0 e das 13:30 às 17:30. A entrada é franca.