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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 17 de Julho de 2010, 13h:01

SESC TV

Hilda Hilst, por Cláudio Willer

A poetisa, ficcionista e dramaturga Hilda Hilst (1930–2004) escreveu poesias por quase 50 anos, arrebatando diversos prêmios importantes na literatura e na dramaturgia. Destaque também no exterior, a escritora teve muitos de seus textos traduzidos para o inglês, francês, alemão e italiano. Em programa inédito da série Tertúlia – Encontros da Literatura, o poeta, ensaista e tradutor Cláudio Willer se apóia em trechos da obra da poetisa para comentar a criação poética, o gnosticismo, a mística da transgressão e a dualidade que permeiam o trabalho de Hilda. Com direção de Albert Klinke, a atração estreia no dia 19 de julho, às 21h, no SescTV. Formada em direito, a paulistana Hilda de Almeida Prado Hilst tinha vinte anos quanto escreveu seu primeiro livro, “Presságio” (1950). A dramaturgia veio depois com a peça “A Possessa” (1967). Entre suas obras estão os livros: “Trovas de Muito Amor para um Amado Senhor” (1959), “Cantares de Perda e de Predileção” (1983) e “Lança Rútilo Nada” (1993), estes dois lhe proporcionaram o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; e as peças: “O Visitante” (1968) e “O Verdugo” (1969), este lhe rendeu o Prêmio Anchieta, do Conselho Estadual de Cultura, 1970, na época, um dos mais relevantes do País. A poetisa também foi agraciada, em 1981, com o Grande Prêmio da Crítica para o Conjunto da Obra, pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Para traçar um parâmetro do acervo de Hilda Hilst, o poeta Cláudio Willer - formado em ciências sociais e psicologia, com doutorado em ciências comparadas – fala sobre o gnosticismo (movimento religioso que combina misticismo e reflexão filosófica) presente nos escritos da poetisa. Willer pesquisa o dualismo na obra de Hilda, constituído por dois pólos: o “sublime” e o “abjeto”. Para o poeta, nessa composição, a idéia romântica iguala poesia ao conhecimento absoluto. O poeta também comenta a ousadia da escritora ao celebrar a morte em poema e o seu lado mais sombrio revelado em “Obscena Senhora D” (1982). SERVIÇO O QUE: programa Tertúlia – Encontros de Literatura QUEM: Hilda Hilst, por Cláudio Willer QUANDO: 19/7, às 2Oh REAPRESENTAÇÕES: 20/7, às 145h; 21/7, às 8h; e 24/7, às 12h ONDE: Sesc TV

Edição edição 16957




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