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Sábado, 14 de Maio de 2022, 00h:00

TURISMO

Em Punta Cana, escolher entre sossego e aventura é a maior "dificuldade" que se tem

Destino na República Dominicana prevê receber 7 milhões de turistas em ano de retomada

MARCELO TOLEDO
Da Folhapress - Punta Cana (República Dominicana)
Punta Cana

Praias paradisíacas, normalmente com águas calmas e milhares de coqueiros na fina areia, acompanhadas por bebidas e comidas (todas, de todos os tipos) e com concierge cuidando de tudo.

Assim é a rotina de turistas que se hospedam em resorts de Punta Cana, na República Dominicana, destino que permite ao hóspede não deixar o resort para nada —para nada mesmo, já que até cassino e cabaré ele encontra no local.

Não quer sossego e está cansado de ver garçons e mais garçons o tempo todo? Tudo bem também. Vá até a Isla Saona pelo mar do Caribe, ou se aventure em passeios mais radicais na própria praia de Bávaro, que concentra os gigantescos empreendimentos hoteleiros da badalada cidade.

Fato é que, independentemente da escolha, a maior dificuldade que o visitante de Punta Cana terá ao se hospedar em seus resorts de luxo é escolher o que vai querer comer ou beber, do café da manhã à hora de dormir. E, ainda assim, para resolver a questão basta acessar o app do resort e definir, caso opte por um a la carte.

Talvez escolher a piscina preferida ou qual espreguiçadeira ao redor dela ou na areia será utilizada também figure na lista de "dificuldades".

Resorts como o Grand Palladium Punta Cana Resort & Spa, que funciona no sistema all inclusive, atendem os hóspedes até mesmo na areia. O frigobar é sempre reabastecido e algum restaurante sempre estará aberto.

Quando este jornalista disse ao funcionário do hotel à porta do quarto que gostaria apenas de um refrigerante e uma água para reabastecer o frigobar, ele se espantou e respondeu: "Só?". "Tem certeza, só isso mesmo?", insistiu.

Punta Cana concentra mais da metade dos hotéis da República Dominicana, país com cerca de 10 milhões de habitantes na América Central, e se vende mesmo como um destino all inclusive, até porque o entorno dos resorts tem poucas opções em relação ao que se vê nos hotéis.

Fica em uma ilha dividida com o pobre Haiti e, em fevereiro, começou a construir um muro que pretende cobrir quase a metade dos 392 quilômetros de fronteira com o país vizinho. A alegação é coibir a imigração ilegal.

O país espera receber 7 milhões de turistas estrangeiros neste ano, o que representa alta de 9% em relação a 2019, último ano sem os impactos da pandemia no turismo mundial.

Naquele ano, 107 mil brasileiros estiveram no país, principalmente de janeiro a março e de novembro a dezembro, segundo o Escritório de Turismo da República Dominicana no Brasil. Vinte anos atrás, eram 4.000 turistas brasileiros.

As datas com maior fluxo turístico não são aleatórias e seguem o calendário dos furacões, que podem atingir a região normalmente de junho a outubro.

A hospedagem média dos brasileiros é de seis a sete dias no país, mais que os quatro ou cinco de turistas norte-americanos. A distância explica.

A pandemia fez o número de brasileiros despencar para 41 mil em 2021, mas os grandes hotéis, como o Grand Palladium Punta Cana Resort & Spa já voltou aos níveis da pré-pandemia em termos de perfil de hóspedes, com predominância de turistas dos EUA, Canadá e europeus, seguidos pelos sul-americanos —além de brasileiros, argentinos e uruguaios.

Nele, o hóspede pode se arriscar em um cassino ou curtir a noite no Chic, cabaré com menu degustação e shows musicais com mais de duas horas de duração. São das poucas opções pagas à parte (de US$ 35 a US$ 135, dependendo do resort em que está) e o cliente pode degustar pratos com vieiras, pato e short rib, entre outros.

Punta Cana, porém, é mais do que os badalados resorts. Os atrativos fora dos hotéis têm o cenário natural como destaque, mas invariavelmente não são passeios baratos devido ao câmbio atual.

Um exemplo é a Isla Saona, que abriga apenas 300 moradores, e aonde se chega após quase duas horas num catamarã que leva os turistas ao local pelo mar do Caribe, no embalo de músicas latinas e muito rum.

O passeio, de US$ 100, inclui as bebidas e o almoço na ilha. Ao contrário dos resorts, a alimentação em Saona é muito simples, sem sofisticação alguma, servida com talheres e plásticos descartáveis.

Isso não impede curtir o principal roteiro oferecido no destino, que dura o dia todo e só pelo azul das águas já estaria pago. A volta marítima, com os turistas já cansados (bem cansados), é feita em lanchas, com uma parada em piscinas naturais caribenhas.

Outra opção é o parasailing, em que o turista, com uma espécie de paraquedas, é rebocado por uma lancha no oceano e chega a ficar a 80 metros da água. O custo pode variar de US$ 60 a US$ 100 (duas pessoas), para um passeio de cerca de 15 minutos.

O Coco Bongo, open bar no centro da cidade, oferece diversão noturna por cerca de cinco horas, com em média 50 artistas, como músicos e acrobatas, se revezando no palco.

Apesar de não ser necessário gastar dinheiro durante a estada, é recomendável levar pesos dominicanos, já que dificilmente o turista receberá troco em dólares. Nos passeios, o cuidado com o preço de souvenires também é importante.

E, depois de um dia de descanso na praia ou de aventuras no mar, você ainda pode dar sorte de ver um casamento na areia, comum no Grand Palladium, que tem quatro resorts numa mesma área —um deles, o TRS Turquesa, exclusivo para adultos.

O local possui 15 restaurantes, 25 bares e tem banheiras de hidromassagem em todas as 1.993 suítes. Cada um dos restaurantes tem seu chef e outros dois assinam a coordenação geral do local, segundo Antonio Parrado, diretor geral dos hotéis.

Os mais buscados pelas famílias são dedicados a carne e gastronomias italiana e mexicana.

O custo da hospedagem nos resorts varia conforme a categoria e o período do ano. Sete dias no Grand Palladium Bávaro, um dos que integram o complexo, pode custar R$ 8.500 para dois adultos. É possível comprar passagens aéreas pela Copa Airlines por US$ 606 por pessoa.

 


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