NA HORA
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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 24 de Julho de 2010, 11h:47

CRÔNICA

Dia

Luís Gonçalves*
Especial para o Diário de Cuiabá
Espaços são frações de sonhos dinâmicos que necessitam de ações. Pequenas formas de movimento e luz. Paixões semeadas em trechos de aventura. Outras realidades que proporcionam iniciativas diferenciadas. Tempo são espaços que não se misturam. Sequências que se renovam a cada instante. Oportunidade de renascer sempre. A estação certa para viver cada minuto à seu tempo. Cada detalhe representa uma conexão. Um sonho que se materializa simplesmente para ser compartilhado. O momento vivido é um teatro de vidas resolvidas e compartilhadas. Espetáculos que nascem para emocionar. Descolar razões e sentimentos rumo a velocidade desejada. Um fato de eternas produções. Provocações reinventadas e moldadas conforme o fantástico mundo do inusitado presente. Complemento perfeito do indivíduo desejo. Ansiedades que surgem do imaginário mundo da concepção criativa para pintar o universo de corês e brilho; de sol e mar. Espaços contínuos, perfeitos elementos de opções e leituras. Não importa qual seja o sonho, sempre haverá um bom motivo para fazer do presente eterno prazer. Espaços são contos que precisam ser interpretados com total comprometimento. Ritmo que se manifesta gradativamente bailando em harmonia. Ganha forma a partir da participação. Os elementos são eternos figurantes. Composição que conta cada detalhe do enredo. Toda sonoplastia é indexada ao tempo real. O dia é um teatro de emoção. Um espaço de dimensão sem precedentes. Um albúm para colecionar alegria. Não importa a dimensão do palco. Hoje é mais um dia que se esvaí. Finda de mansinho como um espetáculo que chega ao fim. Consumido em agitação diurna. Passa uma borracha em toda a ansiedade da véspera. Um dia que realiza só o que foi possível. Faz o necessário ser o suficiente. O bastante para um dia. Sonhos não realizados são transferidos para o amanhã. Ingredientes de um novo dia. Um dia basta para ensinar que a vida é construída um passo de cada vez. Não adianta apressar as horas; alargar os passos; desencadear uma corrida desnecessária. A vida possui um ritmo tranquilo das águas. Que não se ilude com as correntezas que tentam apressá las. Depois da corredeira as águas se aninham numa enseada e lá voltam ao mesmo ritmo anterior. Os dias chegam com o mesmo convite todas as manhãs. Não importa as ansiedades. Importa que a vida tem o prazer de fazer dos detalhes uma sequência de um dia após o outro. *Luís Gonçalves é publicitário, escritor e colabora com o DC Ilustrado [email protected]

Edição EDIÇÃO 16958




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