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ILUSTRADO
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 20h:22

CINEMA

Aripuanã tem sua primeira sala de exibição

O equipamento está instalado no Centro de Apoio ao Turismo, com capacidade para atender a uma plateia de 115 pessoas. O Brasil tem mais de 800 salas de cinema nesse padrão

A primeira sala de projeção da história de Aripuanã (MT) vai ser inaugurada amanhã (19/06)). O Cine Mais Cultura da cidade é um projeto da Associação Rádio Navegante que foi contemplado pelo edital do Ministério da Cultura (MinC). O equipamento está instalado no Centro de Apoio ao Turismo, com capacidade para atender a uma plateia de 115 pessoas. Além das sessões semanais realizadas aos sábados, o cineclube vai levar, uma vez por mês, a tela grande às cidades vizinhas que são distritos de Aripuanã, e também aos bairros mais distantes. O município foi emancipado em 1943. Possui (segundo dados da prefeitura) cerca de 30 mil habitantes, entre a população das zonas urbana e rural, além de comunidades indígenas. Num passado um pouco mais distante, em 1914, Aripuanã foi uma das bases da expedição científica Rondon-Roosevelt, liderada por Candido Mariano da Silva Rondon. Foi nessa região que aconteceu o primeiro encontro do grupo expedicionário com seringueiros da floresta amazônica. Na atualidade, a cidade ainda vive basicamente do extrativismo (principalmente o madereiro), além da agropecuária. Só agora o turismo começa a se desenvolver e, com ele, chega também o cinema. A sétima arte, por meio das produções nacionais, é um elemento que vai ajudar na inclusão cultural e social em plena floresta amazônica. Mais do que cineclube O caráter itinerante do Cine Mais Cultura de Aripuanã é mais um exemplo das atividades de mobilização e inclusão realizadas pelos cineclubes que recebem o apoio do MinC em todo o País. Em Natividade (TO), a sala de exibição, inaugurada em maio, funciona dentro do pólo de cinema da cidade, que é patrimônio histórico brasileiro. Além de servir como opção de lazer à população local, o cineclube ainda vai ser usado para dar vazão às produções de cineastas locais. Outro projeto semelhante ao de Natividade, porém mais antigo, é o de Passo Fundo (RS). O Cine Mais Cultura integra o Ponto de Exibição Audiovisual Cinema no Teatro. ‘Foi uma parceria entre o MinC e o governo municipal que propiciou a criação do Cinema no Teatro’, informou o coordenador do Programa, Guilherme Cruz. ‘Dessa forma, foi possível revitalizar o Teatro Municipal Múcio de Castro e transformá-lo num local de diversidade e inclusão. Essa ferramenta cultural trouxe à comunidade passofundense um local de debate e reflexão que floresceu das projeções de filmes nacionais’. O que começou como um espaço de produção, hoje é um equipamento cultural que abriga oficinas, debates e que estimula o cinema local. ‘Criamos sessões especiais com trabalhos da cidade e em breve vamos realizar a primeira mostra audiovisual de Passo Fundo’, comemora Guilherme. Existem em todo território nacional mais de 800 unidades de Cines Mais Cultura: cada uma trabalha de acordo com as peculiaridades e necessidades da região. A meta é instalar 1,6 mil salas não comerciais até o fim deste ano. O programa investe R$ 15 mil em kits de projeção para as salas, além de fornecer oficinas de capacitação para os representantes de cada projeto. (com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16958




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