ILUSTRADO
Domingo, 23 de Julho de 2000, 19h:29
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MÚSICA CLÁSSICA
A Orquestra de UFMT ganha novo fôlego
O Projeto Divina Música, que captou recursos via Lei Rouanet, garante compra de novas partituras e renovação dos instrumentos. No próximo final de semana, músicas farão apresentação especial na Chapada, ao lado da cantora Gal Costa
MÍRIAM BOTELHO
Da Reportagem
A Orquestra Sinfônica da UFMT conseguiu, através do projeto Divina Música, virar a bússola. De bem com a comunidade, nas duas apresentações, ela conseguiu juntar um número expressivo de pessoas em torno da boa música erudita. Através da parceria com a empresa NFN Promoções que, usando recursos captados pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, comprou seis apresentações, a Orquestra renovou os seus instrumentos, comprou novas partituras e mais: está se apresentando completa e com músicos locais. Já há um bom tempo a entidade necessitava desta recauchutagem. Afinal, já são décadas de trabalho junto à comunidade. As próximas apresentações do Divina Música acontecem no próximo dia 30, em Rondonópolis e, em agosto, as apresentações ocorrem no dia 13 em Várzea Grande; no Bairro Verdão, dia 27 e em setembro, no dia 24, o encerramento, no Bairro do Porto. Antes disso, a comunidade poderá assistir, no dia 29 de julho, em Chapada dos Guimarães, uma apresentação da Orquestra, acrescida com a inusitada parceria com a cantora Gal Gosta durante a música Aquarela do Brasil. No dia 5 de agosto a Orquestra toca no Mirante em Chapada e, segundo o maestro Fabrício Carvalho, existe uma possibilidade da OSU realizar uma parceria com o grupo 14 Bis mas, por enquanto, nada foi confirmado. Tendo sempre como objetivo a popularização da música clássica, a Orquestra da UFMT se apresenta no dia 30, em Rondonópolis dentro do Projeto Divina Música que terá festivo encerramento no dia 24 de agosto, no bairro do Porto, em Cuiabá Em breve, um CD ao vivo A orquestra conta hoje com 13 músicos concursados, 10 bolsistas (reúne estudantes de diversos cursos) e mais um corpo de 27 convidados, formado por jovens que participaram, a grande maioria, da Escola de Música da UFMT. Atualmente, a idade entre os músicos varia dos 12 aos 50 anos. A volta da escola de música tem proporcionado que novos músicos participem das apresentações, explica Fabrício. Vale lembrar que esse convidados recebem apenas um pequeno cachê pelas apresentações. Para quem tiver interesse em freqüentar a Escola de Música, os cursos acontecem no período matutino, vespertino e noturno. Os professores ensinam trompete, violino, viola, clarineta, entre outros instrumentos. As aulas custam R$ 30,00. Maiores informações pelo telefone 615-8356. De acordo com Fabrício Carvalho a parceria com o projeto Divina Música promete se desdobrar no próximo ano. A intenção é que a orquestra visite várias cidades do interior. Vale lembrar que todo o material das apresentações junto à comunidade está sendo colhido para um possível CD ao vivo. A Orquestra foi criada em 1970, quando a UFMT tinha como reitor o professor Benedito Dorileo. Alguns nomes foram fundamentais para a sua consolidação como o maestro Konrad Wimer, primeiro maestro titular; Cézar Wulhinek, formador de grande parte dos atuais violinistas atuantes hoje; José Parreira, primeiro violista e chefe de naipe das violas da OSU e, também, professor da maioria dos violistas da orquestra; e Conrado Corrêa, violoncelista que ainda se encontra atuante. No campo popular, já subiram ao palco da OSU, nomes como Tetê Espíndola, Vera Capilé, Marcela Mangabeira, o regional Filhos da Pauta, ao grupo de rock Strauss, e o compositor Gilberto Gil. Um paulista no comando Fabrício Carvalho, é natural de São Paulo(SP). Iniciou os seus estudos musicais ao piano em 1978 com Ruth Fugimoto e, posteriormente, violão clássico e popular. Em Cuiabá desde 1985, exerceu a função de flautista da OSU, sob a orientação de Wilson Silva e Celso Wolzenlogel e 1994, através de concurso, ingressou definitivamente no quadro da orquestra. Após vários cursos e festivais nacionais, em 1996, então com 22 anos, assumiu o cargo do diretor artístico e maestro da orquestra. Os regentes da Orquestra Konrad Wimer, 1985 Marcelo Bussiki, de 1986 a 1991 Ricardo Wilson, de 1992 a 1993 Roberto Victório, de 1994 a 1995 Fabrício Carvalho, atual regente, assumiu em 1996