Da Reportagem Para o prof. D. Oswaldo Machado Filho que cita Todorov, seja qual for o caminho escolhido, em uma tragédia as lágrimas e a morte são decorrência inevitável. Falar sobre a guerra do Paraguai é emitir um juízo de valor até hoje quase imperceptível. A Guerra, obviamente, não é e nem foi do Paraguai. A postura do historiador Ruy Coelho de Barros ao usar como título do seu livro: A Guerra com o Paraguai deixa claro sua intenção. Não foi Ruy quem cunhou o termo, ele já fora usado como o autor apresenta na introdução por Joaquim Nabuco, diplomata e historiador. É difícil determinar quem começou a guerra e a continuou e por que. Os documentos permanecem sob sigilo perpétuo. A quem protegem? Há praticamente 150 anos o conflito que ecoa pelos campos pantaneiros derramou o sangue de irmãos e hermanos em nome do que? Uns dizem que a guerra foi contra a tirania de Solano Lopes outros afirmam que o interesse era britânico. Ruy lê as pistas da história e coaduna com isto. Cita de maneira irônica um historiador inglês que afirma não haver provas do envolvimento bretão, só porque a Inglaterra emprestou dinheiro e vendeu armas para a Tríplice Aliança. Ruy fecha o seu texto citando Bartolomé Mitre (militar e ex-presidente argentino da época): ...Crime, porque não se pode matar a bala um povo, não se pode incendiar suas casas, não se pode regar com sangue o seu território, dando como razão para essa guerra que se pretende derrubar uma tirania, apesar dos seus próprios filhos que a sustentam. Como sugere o historiador, isto foi em 1865, mas poderia ser dito sobre o Iraque, ou mesmo, qualquer outra guerra. SERVIÇO: O QUE: Lançamento do livro A Guerra com o Paraguai QUANDO: Hoje (11/03), às 19 horas ONDE: Livraria Janina do Pantanal Shopping EDITORA: Janina AUTOR: Ruy Coelho de Barros (in memoriam)